REFLETINDO...

O homem é o centro da criação.

quarta-feira

ENCONTRO DE OBREIROS E ESPOSAS NA AD EM MOJUI DOS CAMPOS



Por Pb Isaac Moura
Pr Gilberto Marques de Souza, 
Presidente  - COMIEADEPA
Acontece no próximo dia 27 de outubro mais um Encontro de Obreiros e suas esposas promovido pela COMIEADEPA (Convenção de Ministros e Igrejas Assembleias de Deus no Estado do Pará), presidida pelo pastor Gilberto Marques de Souza.

O evento contará com o apoio das supervisões de Igrejas da margem direita do Rio Amazonas, a saber: Juruti (liderada pelo pastor Leopoldino Leal Lopes), Santarém (Liderada pelo pastor Enoque Pinheiro e a anfitriã, Mojuí dos Campos (Liderada pelo pastor Jeses Dutra). A natureza do encontro é reunir pastores e obreiros em geral para momentos de louvor, reflexão e outras atividades de benefício incalculável para o desenvolvimento da obra de Deus em toda a região oeste do Pará.

Conta-se com a presença de caravanas de todas as igrejas da área de supervisão como também com a presença de muitos pastores advindos das mais remotas regiões do Estado do Pará. Será um grande evento de glorificação ao nome de Jesus.

A programação pela manhã ocorrerá no Templo Central (Localizado na Tv Antônio Walfredo, Cidade Alta I) iniciando às 8h da manhã com plenária até às 12h, e após o almoço uma nova plenária das 14 às 17h ambas presididas pelo pastor Presidente. Paralelo ao evento acontecerá mais uma edição do AVIVA PARÁ (Coordenado pelo pastor Washington Gomes e Assessorado pelo pastor Juracy Pereira), que é uma grande Cruzada Evangelística que acontece ao nível de Estado.

O encerramento ocorrerá no Estádio Nogueirão a partir das 19h com a presença de inúmeras caravanas e toda igreja local para uma Grande Cruzada que terá a participação dos cantores Roberto e Jânio além da Banda Herança de Cristo. O preletor da noite será o pastor Deuzimar Jeronimo (Santarém-PA).

Cartaz oficial do Evento

Participe!!

terça-feira

A IGREJA E O CONSUMISMO COMUM

O texto de At 4:32-36 aborda dentro de um contexto histórico da igreja primitiva uma tomada de iniciativa dos cristãos para pronto atendimento de ajuda àqueles que necessitavam de amparo social da igreja. Valendo registrar que o impulso primordial para tal decisão surgiu do aparecimento de necessidades materiais entre os crentes, fazendo com que a igreja reagisse a isso de forma a entender a tarefa como uma extensão de seu primado.
Historicamente e biblicamente isolada, a igreja colocou em prática a ação de manterem “todas as coisas em comum”. Essa prática procurava igualar por meio do desenvolvimento prático do amor os recursos da igreja para ter condições de ajudar os necessitados e assim a igreja como um todo dispor de uma estrutura equilibrada para o cumprimento fiel de sua missão social e evangelizadora. Dessa forma, a igreja reconheceu tal costume como benéfico ao cumprimento das tarefas inerentes ao reino de Deus. Torna-se necessário, verificar com atenção que a natureza desse texto ensina algo direto, porém, mantêm-se dentro de uma faixa isolada no que diz respeito às doutrinas bíblicas inerentes à igreja, por este ângulo, o intérprete precisa olhar para o texto não como dependente ou interligado a outras exposições bíblicas. Se entender o texto como uma imposição de prática, culminará em uma conclusão imediata associando assim a um princípio de uma doutrina bíblica.
Não justifica que pelo fato de ser um costume isolado, que o intérprete considere o texto sem nenhum princípio a merecer aplicação à igreja atual. É essencial que o leitor dê atenção ao tema central do narrador que é a prática e desenvolvimento do amor fraterno entre a comunidade cristã. Com isso, ainda se vê a necessidade de haver uma correlação entre o texto em questão e outras situações contextuais de abordagem de costumes de contexto de mesma natureza. Dessa forma, o escritor aborda que a extensão da missão da igreja deve atingir o lado social de seus membros ao ponto de manter o corpo unido visando o pleno desenvolvimento dentro do reino de Deus. No texto de At 4 se releva a prática do desenvolvimento social.
A atitude de tornar tudo em comum favoreceu a pregação do evangelho, porém, a forma como foi adotado teve cunho temporal (descritivo) não deixando a obrigação de ser aplicado na igreja de hoje como um ensino doutrinário fixo.

segunda-feira

PROJETO DE PESQUISA_pós-graduação

Tema/Delimitação do Tema: Gestão na Educação Superior: Estruturação da Educação superior no Brasil e seus impactos na formação acadêmica. Problematização Levando em consideração as ideologias que fomentaram o surgimento das primeiras instituições de ensino superior no Brasil, percebe-se inúmeras questões que promoveram um atraso intelectual do país. Também é possível constatar que a estruturação dessas instituições enfrentaram várias barreiras até chegar a resoluções mais amenas; isso é, se comparar ao que se considera verdadeiramente como o papel ideal da universidade. Da análise histórica, é comprovado um privilégio claro à elite, daí analisar preponderantemente o surgimento das primeiras instituições apenas no século XIX, dessa forma, a ideologia dominante buscava construir uma sociedade acrítica, subversiva ao poder imperial. Difundindo assim, um modelo complexo de sistema educacional. Nos dias atuais os debates se concentram nos trâmites de acesso das massas, qualificação docente e consequentemente a qualidade do processo ensinoaprendizagem. Outro fator que discorre para uma tomada de reflexão é o aumento significativo de instituições em todo o território nacional, se por um lado isso facilita ou promove o acesso das classes menos favorecidas, é questionável a forma como o ensino vem sendo processado e sua qualidade na formação acadêmica. Portanto, o processo de gestão é de fundamental importância para sanar os contratempos existente entre a instituição de ensino e o cidadão. Cabendo frisar que o sentido de gestão é aquele que se inicia no comando central de regimento do sistema de ensino atingindo o modelo específico adotado em cada instituição. Justificativa De forma generalizada, a universidade é vista como a grande responsável pela formação profissional que a sociedade exige de cada indíviduo. Para tanto, esse papel nem sempre se efetiva devido alguns fatores internos ou do próprio sistema que acaba por transportar sua missão e meta. Resta-nos buscar a compreensão sobre como seria o padrão ideal para os comportamentos do sistema de ensino para que viesse atender as demandas sociais não deixando de lado as exigências sociais. Essa pesquisa se firma na crença de que o ensino superior brasileiro carece de profundas reformulações afim de alcançar seus objetivos primários. Objetivos.  Avaliar o processo de construção da educação superior no Brasil e sua responsabilidade na construção da sociedade;  Propor uma reflexão sobre a atual conjuntura universitária brasileira;  Estabelecer uma compreensão do processo de gestão e a formação acadêmica; Fundamentação teórica. No século XIX, o surgimento da universidade brasileira foi um fator de complexa instalação, pois o mesmo era totalmente vinculado a ideologias do colonizador, fato este que acabou por delimitar toda a missão da educação superior. Tendo em vista que o ensino superior visa desenvolver diretamente a sociedade, é preciso que o mesmo seja voltado diretamente para atender as demandas sociais momentâneas, o que comprova não ter sido o pensamento da elite européia presente no Brasil na época do império. A gestão fechada ao povo natural e aberta a elite, transcorreu tanto tempo a ponto de fundamentar uma estruturação do ensino ainda vigente no dias atuais. Para Piletti (2000): A nova realidade brasileira passou a exigir uma mão-de-obra especializada e para tal era preciso investir na educação. Sendo assim, em 1930, foi criado o Ministério da Educação e Saúde Pública e, em 1931, o governo provisório sanciona decretos organizando [...] as universidades brasileiras ainda existentes. A educação superior brasileira se configura, hoje, em um sistema complexo, com um número de instituições (públicas e privadas) bastante diversificado e com uma variedade de cursos e programas, incluindo os vários níveis de ensino, desde a graduação até a pós – graduação nas modalidades lato e stricto sensu. Esse formato merece um reconhecimento extraordinário, mas ao tempo exige um olhar crítico para a qualidade do ensino universitário. Para que haja uma compreensão da atual conjuntura do sistema de educação superior é neccessário haver uma interpretação sensata do caso de forma geral. Para Zoccoli (2009, p.18) “Essa compreensão é essencial, pois afeta de maneira direta a forma de trabalhar para a reconstrução do saber no fazer pedagógico, processo que deve ter sua ação pautada na coletividade em todos os níveis de ensino”. Metodologia Para a efetivação da pesquisa será empregada uma pesquisa bibliográfica, cujo objeto de análse será o levantamento das ideias descritivas do sistema de educação superior. Procuraremos levantar informações a fim de subsidiar a compreensão da relação entre a gestão e qualidade do ensino, pesquisa e extensão que são a base do ensino superior. Verificar-se-à por meio de comparação as modificações benéficas do processo primitivo para o atual; interpratando os registros e suas relações com o modelo de universidade atual, observando o processo de acesso aos curso, as responsabilidades sociais das instituições, tanto públicas quanto as da iniciativa privada. Referências JESUS, Adriana Regina de. Processo Educativo no Contexto histórico. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2009. PILETTI, N. História da Educação. São Paulo: Ática, 2000. ZOCCOLI, Marilise Monteiro de Souza. Educação Superior Brasileira: Política e Legislação. Curitiba: Ibpex, 2009.

PERÍODO INTERBÍBLICO

A Expressão “400 anos de silêncio”, empregada frequentemente para descrever o período entre os últimos eventos do AT (Malaquias) e o começo dos acontecimentos do NT (advento de Cristo) não é correta nem apropriada. Embora nenhum profeta inspirado tenha se erguido em Israel durante aquele período, e mesmo que o AT estivesse completo para os judeus; certos acontecimentos ocorreram e deram ao judaísmo posterior sua ideologia própria e, providencialmente, prepararam o caminho para a vinda de Cristo e a proclamação do evangelho. 

Politicamente, Israel estava sob o domínio do império persa, que prosseguiu por quase 100 anos. Em todo o período, os judeus ficaram sob domínio estrangeiro, com exceção de 167-63 a.C., período que abrange a revolta dos irmãos macabeus. Após 70 anos de cativeiro, sob a ordem de Ciro, príncipe da pérsia, os judeus voltaram para Jerusalém e reconstruíram o seu templo. Também nesta época, os samaritanos construíram um templo sob o monte Gerizim (Jo 4). 

No ano 333, Alexandre, o Grande, deslocou-se da Macedônia e subjugou o império persa. Nascia o império grego. O príncipe macedônio iniciou uma relação amigável com os judeus e para o Egito ficou consagrado como um libertador de opressão. O domínio grego se estabeleceu a principio, através da sua cultura: língua, vestimenta, nomes pessoais gregos e na arquitetura. 

Vale registrar que o domínio linguístico por todo o Mediterrâneo e outras regiões favoreceu a vinda do Salvador. Alexandre morreu em 323 aos 33 anos de idade, mas seu império dominou por mais de 150 anos, porém já dividido entre os seus quatro generais mais famosos: Seleuco I, Nicator; Ptlomeu I Sóter I, Ptolomeu Lagos; Cassandro e Lisímaco. 

A herança de Alexandre foi resumida nas palavras do historiador W.W Tarn: “transformou o mundo de tal maneira que nada depois dele poderia ser como era antes”. Sob o domínio romano, houve o término da independência judaica a partir de 63 a.C. passando a fazer parte da província romana da Síria. Os principais governadores da Palestina durante o período romano até o início da era cristã foram: Ircano II (63-40 a.C.); Antígono (40-37 a.C.); e Herodes, O Grande (37-4 a.C).

domingo

SEGUNDA NOITE DO 47º CONGRESSO DE SENHORAS: UMA GRANDE COLHEITA

Culto realizado neste domingo dia 15 de outubro de 2017 no Templo Central da
da AD em Mojuí dos Campos.
A segunda noite do 47º Congresso do Círculo de Oração da Igreja Evangélica Assembleia de Deus em Mojuí dos Campos, foi mais uma vez impactante. O culto de louvor iniciou às 19h no Templo Central dirigido pelo pastor presidente Jeses Dutra. Um culto de adoração a Deus pelos 47 anos de existência do grupo de senhoras. Nesta 47ª edição do Congresso o Departamento (Círculo de Oração) é liderado pela irmã Elizonete Lima. Nesta noite, estiveram presentes os pastores: Gotijo (AD Garrafão), Miquéias Cavalcante (Santarém), Ismael Carrolino (Eldorado dos Carajás); não tivemos caravanas marcando presença. Este evento foi histórico, pois foi o primeiro evento evangélico transmitido ao vivo pela Rádio Mojuí FM 87, 5; agradecemos a toda a Diretoria da emissora na pessoa do Diretor Presidente Marciano Junior pelo apoio e toda a equipe de Operação na pessoa do Diretor de Operação, Cristiano Nogueira. A mensagem foi preferida pelo pastor Nerildo Accioly com o tema: “Uma mulher a espera de um milagre” baseada no texto de II Rs 4. 1-7. Enfatizando sobre uso da fé para alcançar o milagre. No final 13 Almas se renderam aos pés de Cristo. Nesta segunda-feira (16/10) será o culto de Agradecimento onde se conta com as caravanas das Assembleias de Deus em planalto Jacamim (Santarém-Pa); AD Boa Fé (Rod PA 445) e AD planalto São José.


Pb Isaac Moura

ASSEMBLEIA DE DEUS EM MOJUÍ DOS CAMPOS REALIZA GRANDE CAMINHADA EVANGELÍSTICA

Às 8h deste domingo (15/10) a Igreja Evangélica Assembleia de Deus em Mojuí dos Campos iniciou uma grande "Caminhada Evangelística"; a concentração ocorreu na Praça da Prefeitura Municipal e contou com a presença de muitos membros da igreja como também caravanas procedente da AD em outros campos, a saber: Campo Novo Horizonte liderada pelo pastor Rubens Maurício e a Banda de Percussão feminina da AD Rurópolis/PA. O momento foi marcado por grande mover espiritual, tendo em vista que marca os 500 anos da Reforma Protestante. Os Departamentos infantil, adolescentes, jovens, grupo familiar, obreiros, círculo de oração e Escola Dominical marcaram presença formando seus pelotões. Durante o percurso foram entoados inúmeros louvores sendo os mais destacados: hino 144 e 212 da harpa cristã (hinário oficial da Assembleia de Deus no Brasil). Na sequência deu-se início a manhã de avivamento. Um dos momentos mais gloriosos foi a apresentação do jogral intitulado " Na hora que ele quer" enfatizando os inúmeros milagres de Cristo e o poder majestoso de Deus. Pastor Nerildo Accioly (SP)trouxe uma mensagem baseada no texto de Isaías 6. 1-8 com o tema "As três visões da igreja". Após o movimento espiritual foi servido almoço para todas as caravanas e irmãos presentes na reunião. Para a liderança da igreja, pastor Jeses Dutra o evento é positivo pois revela que a igreja de Cristo está viva, sempre avante na divulgação do evangelho da paz. Por Pb Isaac Moura

sábado

PRIMEIRA NOITE DO 47º CONGRESSO DO CÍRCULO DE ORAÇÃO MARCADA PELA PRESENÇA DO ESPÍRITO SANTO

Plenário do Templo Central
A noite de abertura do 47º Congresso do Círculo de Oração da Assembleia de Deus em Mojuí dos Campos, oeste do Pará foi marcada pela poderosa presença do Espírito Santo. O culto iniciou às 19hs com oração e louvores congregações. Foi lindo o público que marcou presença no culto. O evento contou com a presença da Banda de percussão feminina da Assembleia de Deus em Rurópolis/PA que entoou o louvor de abertura do Congresso. A glória de Deus marcou desde os louvores até o momento da ministração. Marcaram presença caravanas vindas da Assembleia de Deus em Rurópolis-PA, Ad Campo de São Jorge (Km 92 – BR163), contamos com presença dos pastores: Gotijo (AD Garrafão), Raimundo Nonato (Sem igreja), pastor Márcio (vice presidente da AD Rurópolis), Ismael Carrolino (Eldorado dos Carajás –PA), Gerson Faustino (Vila São Jorge – km 92 – BR 163 – Belterra- PA), e pastor Ferreira (Santarém-PA). Pastor Nerildo Accioly, procedente de São Paulo ministrou a palavra baseado sua mensagem sobre as características da verdadeira Igreja do arrebatamento. Neste domingo (15/10) a programação prossegue a partir das 7h00 da manhã com concentração na Praça da Prefeitura para a Caminhada Evangelística que se encerrará no Templo Central onde se seguirá a manha de avivamento até o meio-dia. A noite seguirá culto de louvor a Deus. 
 
Pb Isaac Moura

Assembleia de Deus em Mojuí dos Campos realiza 47º de Círculo de Oração

Por Pb Isaac Moura Assembleia de Deus em Mojuí dos Campos, presidida pelo pastor Jeses Dutra realiza de 14 a 16 deste mês o 47º Congresso do Círculo de Oração. Este departamento da igreja é formado por senhoras com o fim de dedicação à oração, evangelismo, visitas aos lares e louvor. Departamento criado em 1970, na liderança da irmã Neide de Oliveira Brás, esposa do então pastor Daniel Brás de Oliveira, neste mesmo ano realizou seu primeiro encontro recebendo a denominação “Lírio dos Vales”. Seu principal objetivo é envolver a ala feminina da igreja em atividades espirituais cumprindo assim a grande comissão impetrada por Cristo em Mt 28.18-20 para ir e fazer novos discípulos em todo o mundo. Desde então, o trabalho tem se desenvolvido por intermédio de inúmeras lideranças, que com incansável trabalho contribuíram com o processo de evangelização na cidade de Mojuí dos Campos e nas comunidades onde a igreja presta assistência espiritual e social. Dessa forma, contribuíram para o crescimento da igreja em toda a região deste município. Entre as atividades do departamento destacamos, campanhas de oração, tarde de louvores, confraternizações, trabalhos sociais, palestras educativas, entre outros como reconhecimento de que o chamado de Cristo continua vigente na vida daqueles que nasceram espiritualmente até a volta dEle. Atualmente o grupo abriga em torno de 250 mulheres em toda a igreja, é liderado pela irma Elizonete Lima, Lucilene Dutra, Ciane Santiago e Evanir Lucas além de outras irmãs que compõem a diretoria com funções diversas. Neste ano festeja seus 47 anos com o tema: “Igreja Avivada para o arrebatamento”, baseado no livro de Habacuque 3.2. A programação será a seguinte: Abertura com culto público às 19h no dia 14; no dia 15 haverá caminhada evangelística com toda a igreja saindo da Praça da Prefeitura e encerrando no Templo Central com a manhã de avivamento; a noite será realizado um grande culto de adoração e no dia 16 culto de encerramento às 19h. O evento contará a presença da Banda de Percussão feminina da Assembleia de Deus em Rurópolis. O preletor da festa será o consagrado pastor Nerildo Accioly de São Paulo. Será mais um grande evento para a glorificação e exaltação do nome de Jesus na AD em Mojuí dos Campos, deixamos nosso convite a toda a população de Mojuí dos Campos. Que Deus abençoe a todos!

QUATRO EXPRESSÕES DA ARTE DIVINA

A “criação” divina em Gn 1 faz conotação a alguns princípios da expressão artística de Deus. Deus em cada dia e gesto expressou algo diferente:
 1-EXPRESSÃO DE DOMINIO E PODER. Criar, no original é expresso pelo verbo BARA, que significa “um início e uma produção a partir do nada”. A maioria das coisas na criação Deus usou o Bara, no entanto para o homem usou a matéria. Cl 2.10 “Ele é o cabeça de todo poder e Autoridade”. Em Rm 8.38 está escrito: “Pois estou convencido de que nem morte nem vida, nem anjos nem demônios, nem o presente nem o futuro, nem quaisquer poderes...podem nos separar do amor de Cristo. Paulo revela o princípio da autoridade divina sobre todas as coisas.

 2-EXPRESSÃO DE FAZER Os artistas famosos assinam suas obras. As mãos de Deus formaram o homem. Cada ser humano nasce com a assinatura de Deus (impressão digital). Nenhum artista deixa sua obra sem sua assinatura; por esta razão Paulo asseverou que: “Quanto ao restante, ninguém tem autoridade para questionar-me, pois trago em meu próprio corpo as marcas de que pertenço a Jesus”. Gálatas 6:17 

 3-EXPRESSÃO DE CRITICA Deus ao terminar observou, avaliou, e chegou a uma conclusão crítica sobre o que havia feito dizendo “é bom”, e “é muito bom”. Ao fazer isso, Deus nos estimula a avaliarmos nossas obras – Em I Co 3.10, Paulo assevera: “...veja cada um como edifica”. Toda a criação divina foi boa em si mesma, nada que o Supremo criou foi ruim. Importa ainda que o Apóstolo dos gentios afirmou que cada um deve examinar a si mesmo (I Co 11.28).

 4-EXPRESSÃO DE SI (autoconhecimento) Os demais da natureza não tiveram referência para vir a existência. No entanto, ao criar o homem, Deus usou a sua imagem e semelhança (produção artística relacionada a autoconhecimento e autorreflexão) como referência aquele que é a coroa da sua obra. Sem o homem, toda a criação seria incompleta. A imagem de Deus se refere à parte imaterial do homem. Ela separa o homem do mundo animal, e o encaixa na “dominação” que Deus pretendeu (Gênesis 1:28), e o capacita a ter comunhão com seu Criador. É uma semelhança mental, moral e social.
 IMAGEM - a- Mentalmente, o homem foi criado como um agente racional e com poder de escolha. b- Moralmente, o homem foi criado em justiça e perfeita inocência, um reflexo da santidade de Deus. c- Socialmente, o homem foi criado para a comunhão. Isto reflete a natureza trina de Deus e Seu amor. A sociedade tem tomado rumos indesejados pois o homem está vivendo à margem de Deus. Diz a Bíblia que todos pecaram e foram destituídos da Glória de Deus mas que Jesus veio para resgatar sua obra prima. 
 SEMELHANÇA: No Éden, o primeiro relacionamento do homem foi com Deus (Gênesis 3:8 indica comunhão com Deus), e Deus fez a primeira mulher porque “não é bom que o homem esteja só” (Gênesis 2:18). Todas as vezes que alguém escolhe uma esposa e se casa, faz um amigo, abraça uma criança ou vai à igreja, esta pessoa está demonstrando o fato de que somos feitos à semelhança de Deus. 

 As boas novas são que, quando Deus redime uma pessoa, Ele começa a restaurar a imagem original de Deus, criando “o novo homem, que segundo Deus é criado em verdadeira justiça e santidade” (Efésios 4:24; veja também Colossenses 3:10). Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie. Efésios 2:8-9 

Mensagem proferida no I DESENVOLVENDO TALENTOS na Assembleia de Deus em Mojuí dos Campos, no dia 30 de setembro de 2017.

segunda-feira

Israel e o jumento.

Que aspectos são dignos de fazer um jumento carregar sobre si um valioso leque de significados referentes às profecias bíblicas? A Bíblia é o livro dos mistérios, Deus os usa como um mecanismo didático para ensinar suas vontades e seu poder. Ela descreve como é esse animal, como ele age e reage, e, algumas vezes é símbolo incontestável do seu povo: Israel. O JUMENTO NA HISTÓRIA BÍBLICA Historicamente, ele faz parte do grupo de animais impuros na lei, pois tem o casco fendido (Lv 11.3), além do mais, precisa ser resgatado com sacrifício, caso contrário,será amaldiçoado. Aparece fornecendo apenas a sua queixada para que mil filisteus fossem feridos e mortos (Jz 15:15). Segundo o escritor de Jó, o animal é zombador, pois ri-se do tumulto da cidade (9: 5-8). Ainda em Jó, é considerado teimoso, por que...não ouve os muitos gritos do arrieiro (39:7). O Jumento é um animal de vida inquieta, ele se difere dos demais pelo fato de ser sempre procurador de grama verde (Jó 39:8). Esse fator nos faz lembrar os muitos anos que Israel perdeu no deserto à procura de algo que aliviasse suas ansiedades. Na terra prometida eles encontraram finalmente o pasto verdejante que tanto precisavam e que Deus o prometera (Sl 23). A vida de todos nós aparece comumente ligada a essas características. As escrituras afirmam que todos os homens são impuros, em alguns instantes teimosos, desobedientes, em estado de maldição. Nosso mundo está cheio de escárnios, falsificações, as pessoas nunca estão quietas, nunca se conformam com as coisas que têm etc. Já no final da vida, Jacó abençoou todas as tribos. Sua profecia envolvia um domínio único para a tribo de Judá (Gn 49:10) na continuação, ele contemplou o reino de paz do Messias (v.11). Aqui, mais uma vez o jumento entra para compor um momento profético. Vale lembrar ainda que quinze séculos de Jesus entrar em Jerusalém, o Senhor falou que Israel deveria fazer o resgate de todos os primogênitos, consagrando-os ao Senhor. O primogênito dos puros tinha de ser resgatados com dinheiro ou ser vendidos. Com isso, Deus queria que todo filho primogênito judeu viesse a lhe pertencer. Um primogênito humano podia ser resgatado pelo sacrifício de um cordeiro. O interessante é que esse procedimento valia para os jumentos (Ex 13:12-13). Em Mt 21:2 o mestre dá uma ordem, é importante lermos e prestarmos atenção na escritura; pois ao se referir a Jesus, João batista diz: “ Eis o cordeiro de Deus que tira o pecado do Mundo” (Jo 1:29). Em seguida exclamou: “Eis o cordeiro de Deus” (Jo 1:36). Por via de regra, o mestre veio em primeiro lugar para o povo de Israel, para o filho primogênito de Deus, pois Ele mesmo disse: “Não fui enviado senão às ovelhas perdidas da casa de Israel (Mt 15:24). O Salvador veio a Jerusalém na semana da páscoa como um cordeiro exatamente como foi no Egito com Israel. Ao se dirigir aos discípulos, ele ordena: “Desamarrem o jumento”. Em linguagem simbólica, Ele diz: “Desamarrem, traga-o e eu dou o meu sangue por Israel. O lamento é que Israel foi confundido e deixou passar sua libertação, pois a profecia de Jacó era: “até que venha Siló, o Messias”. Eles perderam uma grande oportunidade de Salvação. A linguagem bíblica merece um detalhado olhar. A jumenta representa o Israel velho e pecaminoso, com suas teimosias, pecados; mas havia uma coisa interessante: essa jumenta possuía a capacidade de procriação, ou seja, havia uma possibilidade de gerar algo novo!!! O jumento novo representava a nova história que Deus escreveria para Israel se este se voltasse para ele com atitudes fiéis a sua santidade. As vestes postas sobre ambas figuravam o acolhimento de Deus sobre seu povo. O zelo de Deus era representado ali pelo manto da graça, o sentar de Jesus em ambos, tipifica o domínio de Jeová sobre seu povo de forma constante e fidedigna. Que não precisemos chegar a posição de jumento pra Deus ter misericórdia!!!

Projetando a vida no tempo de Deus.

Texto: Ec 11.1-6 Ec 11:1-6 (1) Lança o teu pão sobre as águas, porque, depois de muitos dias, o acharás. (2) Reparte com sete e ainda até com oito, porque não sabes que mal haverá sobre a terra. (3) Estando as nuvens cheias, derramam a chuva sobre a terra, e, caindo a árvore para o sul ou para o norte, no lugar em que a árvore cair, ali ficará. (4) Quem observa o vento nunca semeará, e o que olha para as nuvens nunca segará. (5) Assim como tu não sabes qual o caminho do vento, nem como se formam os ossos no ventre da que está grávida, assim também não sabes as obras de Deus, que faz todas as coisas. (6) Pela manhã, semeia a tua semente e, à tarde, não retires a tua mão, porque tu não sabes qual prosperará; se esta, se aquela ou se ambas igualmente serão boas. Ao findar de mais um ano, geralmente é o momento que fazemos diversas avaliações sobre o nosso procedimento e uma análise de nossas metas atingidas e as que não foram alcançadas. O texto lido aponta para um novo planejamento, para as futuras oportunidades, para os recursos que Deus nos dá e como também os riscos que correremos. 1) v.1 Lança o teu pão sobre as águas, porque, depois de muitos dias, o acharás. Este verso possui um correspondente na cultura egípcia que diz: “Faça algo bom e lance no rio, quando este secar você o encontrará”. O sábio nos estimula a pensar o futuro. Nos lança o desafio de ver um projeto a longo prazo. Deus dá o direito ao homem de preparar projetos Pv 16.1. Deus nos permite oportunidades e devemos aproveitar e ampliá-las para que enquanto estivermos na terra com vida possamos usufruir da promessa feita ao salmista no Salmos 115.16 Os céus são os céus do SENHOR; mas a terra, deu-a ele aos filhos dos homens. Onde você pretende chegar? Qual seu projeto de vida para o ano de 2017? 2) v.2 Reparte com sete e ainda até com oito, porque não sabes que mal haverá sobre a terra. Repartir aqui significa “fazer investimento”. Não se deve pensar e viver apenas acomodado por que tudo está bem, é preciso despertar que o dia da adversidade vem e para isso é necessário ter planejamento. Alguns dizem: “Pra que trabalhar se quando morrer não levarei nada”; em alguns casos isso é desculpa pra não investir, a Bíblia nos ordena a trabalhar Pv 6.6 Vai ter com a formiga, ó preguiçoso; olha para os seus caminhos e sê sábio. Você tem pensado na vida daqueles que dependem de você? Tem pensado no legado a deixar para seus filhos e família? 3) v.3 Estando as nuvens cheias, derramam a chuva sobre a terra, e, caindo a árvore para o sul ou para o norte, no lugar em que a árvore cair, ali ficará. Deus nos constituiu mordomos dos seus talentos em Mateus 25, ao distribuir os talentos, estava o homem distribuindo OPORTUNIDADE DE CRESCIMENTO. Quando as nuvens aparecem carregadas dizemos que a chuva vem, no entanto, não sabemos o local exato onde cairá. Há um risco em toda oportunidade, não sabemos ao certo o fim, mas Deus detém esse conhecimento Pv 16.9/19.21. É importante registrar que o madeireiro sabe, ao olhar para a árvore, o lado mais propenso à sua queda. Se ele errar o lado certo do golpe perderá toda a lenha. Após cair não há mais nada a fazer. Você tem aproveitado as oportunidades que Deus tem te dado? 4) v 4 e 5 Quem observa o vento nunca semeará, e o que olha para as nuvens nunca segará. Assim como tu não sabes qual o caminho do vento, nem como se formam os ossos no ventre da que está grávida, assim também não sabes as obras de Deus, que faz todas as coisas. Não há oportunidade sem risco. Não vale esperar as coisas ficarem favoráveis para fazer alguma coisa. Toda crise é superada com atitude. O risco é positivo pois nos ensina a fazer as coisas na dependência de Deus. Quando Paulo e Silas chegaram a Filipos e não acharam Sinagoga de judeus para iniciar a evangelização como era seu costume (At 17 1,2), procuraram a beira de um rio e ali arriscaram anunciar o evangelho até serem presos; na prisão arriscaram evangelizar os presos com louvor, a oportunidade que Deus deu foi uma prisão e um carcereiro sedento; você lembra o que Deus fez? – Atos 16. 13,25, 26. Que riscos você corre hoje? Vamos arriscar algo novo? 5) v.6 Pela manhã, semeia a tua semente e, à tarde, não retires a tua mão, porque tu não sabes qual prosperará; se esta, se aquela ou se ambas igualmente serão boas. No planejamento o princípio da dúvida tem espaço declarado positivamente. Uma boa medida é aquela feita em pelo menos três vezes. Aqui o sábio nos orienta a sermos constante no que fazemos. Pv 22.29 Viste um homem diligente na sua obra? Perante reis será posto; não será posto perante os de baixa sorte. Cada semente carrega uma dúvida. Enquanto a Cigarra passa o verão cantando, a formiga passa trabalhando (Pv 6. 6-8). Não espere a benção de Deus chegar à beira da tua rede ou da tua cama enquanto dorme, Deus abençoará sua atitude! Que oportunidades você está construindo para o seu futuro? Que o Espírito Santo nos ajude a trabalhar nesse Reino e Investir o tempo, a capacidade e os recursos; tudo na dependência de Deus e tudo irá continuar bem. Por Pb Isaac Moura.

terça-feira

PERÍODO INTERBÍBLICO

PERÍODO INTERBÍBLICO A Expressão “400 anos de silêncio”, empregada frequentemente para descrever o período entre os últimos eventos do AT (Malaquias) e o começo dos acontecimentos do NT (advento de Cristo) não é correta nem apropriada. Embora nenhum profeta inspirado tenha se erguido em Israel durante aquele período, e mesmo que o AT estivesse completo para os judeus; certos acontecimentos ocorreram e deram ao judaísmo posterior sua ideologia própria e, providencialmente, prepararam o caminho para a vinda de Cristo e a proclamação do evangelho. Politicamente, Israel estava sob o domínio do império persa, que prosseguiu por quase 100 anos. Em todo o período, os judeus ficaram sob domínio estrangeiro, com exceção de 167-63 a.C., período que abrange a revolta dos irmãos macabeus. Após 70 anos de cativeiro, sob a ordem de Ciro, príncipe da pérsia, os judeus voltaram para Jerusalém e reconstruíram o seu templo. Também nesta época, os samaritanos construíram um templo sob o monte Gerizim (Jo 4). No ano 333, Alexandre, o Grande, deslocou-se da Macedônia e subjugou o império persa. Nascia o império grego. O príncipe macedônio iniciou uma relação amigável com os judeus e para o Egito ficou consagrado como um libertador de opressão. O domínio grego se estabeleceu a principio, através da sua cultura: língua, vestimenta, nomes pessoais gregos e na arquitetura. Vale registrar que o domínio linguístico por todo o Mediterrâneo e outras regiões favoreceu a vinda do Salvador. Alexandre morreu em 323 aos 33 anos de idade, mas seu império dominou por mais de 150 anos, porém já dividido entre os seus quatro generais mais famosos: Seleuco I, Nicator; Ptlomeu I Sóter I, Ptolomeu Lagos; Cassandro e Lisímaco. A herança de Alexandre foi resumida nas palavras do historiador W.W Tarn: “transformou o mundo de tal maneira que nada depois dele poderia ser como era antes”. Sob o domínio romano, houve o término da independência judaica a partir de 63 a.C. passando a fazer parte da província romana da Síria. Os principais governadores da Palestina durante o período romano até o início da era cristã foram: Ircano II (63-40 a.C.); Antígono (40-37 a.C.); e Herodes, O Grande (37-4 a.C).

PROJETO DE PESQUISA_pós-graduação

Tema/Delimitação do Tema: Gestão na Educação Superior: Estruturação da Educação superior no Brasil e seus impactos na formação acadêmica. Problematização Levando em consideração as ideologias que fomentaram o surgimento das primeiras instituições de ensino superior no Brasil, percebe-se inúmeras questões que promoveram um atraso intelectual do país. Também é possível constatar que a estruturação dessas instituições enfrentaram várias barreiras até chegar a resoluções mais amenas; isso é, se comparar ao que se considera verdadeiramente como o papel ideal da universidade. Da análise histórica, é comprovado um privilégio claro à elite, daí analisar preponderantemente o surgimento das primeiras instituições apenas no século XIX, dessa forma, a ideologia dominante buscava construir uma sociedade acrítica, subversiva ao poder imperial. Difundindo assim, um modelo complexo de sistema educacional. Nos dias atuais os debates se concentram nos trâmites de acesso das massas, qualificação docente e consequentemente a qualidade do processo ensinoaprendizagem. Outro fator que discorre para uma tomada de reflexão é o aumento significativo de instituições em todo o território nacional, se por um lado isso facilita ou promove o acesso das classes menos favorecidas, é questionável a forma como o ensino vem sendo processado e sua qualidade na formação acadêmica. Portanto, o processo de gestão é de fundamental importância para sanar os contratempos existente entre a instituição de ensino e o cidadão. Cabendo frisar que o sentido de gestão é aquele que se inicia no comando central de regimento do sistema de ensino atingindo o modelo específico adotado em cada instituição. Justificativa De forma generalizada, a universidade é vista como a grande responsável pela formação profissional que a sociedade exige de cada indíviduo. Para tanto, esse papel nem sempre se efetiva devido alguns fatores internos ou do próprio sistema que acaba por transportar sua missão e meta. Resta-nos buscar a compreensão sobre como seria o padrão ideal para os comportamentos do sistema de ensino para que viesse atender as demandas sociais não deixando de lado as exigências sociais. Essa pesquisa se firma na crença de que o ensino superior brasileiro carece de profundas reformulações afim de alcançar seus objetivos primários. Objetivos.  Avaliar o processo de construção da educação superior no Brasil e sua responsabilidade na construção da sociedade;  Propor uma reflexão sobre a atual conjuntura universitária brasileira;  Estabelecer uma compreensão do processo de gestão e a formação acadêmica; Fundamentação teórica. No século XIX, o surgimento da universidade brasileira foi um fator de complexa instalação, pois o mesmo era totalmente vinculado a ideologias do colonizador, fato este que acabou por delimitar toda a missão da educação superior. Tendo em vista que o ensino superior visa desenvolver diretamente a sociedade, é preciso que o mesmo seja voltado diretamente para atender as demandas sociais momentâneas, o que comprova não ter sido o pensamento da elite européia presente no Brasil na época do império. A gestão fechada ao povo natural e aberta a elite, transcorreu tanto tempo a ponto de fundamentar uma estruturação do ensino ainda vigente no dias atuais. Para Piletti (2000): A nova realidade brasileira passou a exigir uma mão-de-obra especializada e para tal era preciso investir na educação. Sendo assim, em 1930, foi criado o Ministério da Educação e Saúde Pública e, em 1931, o governo provisório sanciona decretos organizando [...] as universidades brasileiras ainda existentes. A educação superior brasileira se configura, hoje, em um sistema complexo, com um número de instituições (públicas e privadas) bastante diversificado e com uma variedade de cursos e programas, incluindo os vários níveis de ensino, desde a graduação até a pós – graduação nas modalidades lato e stricto sensu. Esse formato merece um reconhecimento extraordinário, mas ao tempo exige um olhar crítico para a qualidade do ensino universitário. Para que haja uma compreensão da atual conjuntura do sistema de educação superior é neccessário haver uma interpretação sensata do caso de forma geral. Para Zoccoli (2009, p.18) “Essa compreensão é essencial, pois afeta de maneira direta a forma de trabalhar para a reconstrução do saber no fazer pedagógico, processo que deve ter sua ação pautada na coletividade em todos os níveis de ensino”. Metodologia Para a efetivação da pesquisa será empregada uma pesquisa bibliográfica, cujo objeto de análse será o levantamento das ideias descritivas do sistema de educação superior. Procuraremos levantar informações a fim de subsidiar a compreensão da relação entre a gestão e qualidade do ensino, pesquisa e extensão que são a base do ensino superior. Verificar-se-à por meio de comparação as modificações benéficas do processo primitivo para o atual; interpratando os registros e suas relações com o modelo de universidade atual, observando o processo de acesso aos curso, as responsabilidades sociais das instituições, tanto públicas quanto as da iniciativa privada. Referências JESUS, Adriana Regina de. Processo Educativo no Contexto histórico. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2009. PILETTI, N. História da Educação. São Paulo: Ática, 2000. ZOCCOLI, Marilise Monteiro de Souza. Educação Superior Brasileira: Política e Legislação. Curitiba: Ibpex, 2009.

sexta-feira

GESTÃO NA EDUCAÇÃO SUPERIOR: ESTRUTURAÇÃO DA EDUCAÇÃO SUPERIOR NO BRASIL E SEUS IMPACTOS NA FORMAÇÃO ACADÊMICA.

O processo de gestão na educação superior bem como sua estruturação no Brasil vem sendo discutido em ampla escala pelo fato de estarmos vivenciando novas mudanças sociais que têm desencadeado uma série de desafios a todos os aspectos da vida. O objetivo maior ainda é analisar os impactos na formação acadêmica, tendo vista que os fatores econômicos e sociais especificamente acabam exigindo novas perspectivas para o desenvolvimento do mercado.
Por essa razão, buscou-se compreender a partir dos mecanismos históricos a configuração do sistema educacional para que se compreenda o papel da universidade e suas responsabilidades com a sociedade em que está inserida para operar as transformações que a mesma necessita.
O aumento significativo das instituições acaba por facilitar o aumento de vagas, mas acarreta por outro lado fortes tendências para uma má formação se não posto fortes indicadores de qualidade da educação superior nacional. Deve-se verificar todo o sistema e interpretar que ao longo da história do país, o conhecimento constitui-se na ferramenta principal da transformação da qualidade de vida e do desenvolvimento social.
O presente trabalho se estrutura em quatro tópicos que se destinam a descrever a história do ensino a fim de compreender as ideologias presente no momento da implantação do ensino superior, e também a acompanhar a expansão universitária, fato que acompanhou o crescimento populacional e a redescoberta do país em pleno século XX. Discutiu-se também a atual organização do sistema educacional e suas tendências frente aos desafios que a pós-modernidade proporciona a sociedade, e, por fim verificar como a gestão das IES atua sobre o processo de ensinoaprendizagem; atendendo assim todo o desejo imposto pela sociedade em busca de melhoras na qualidade de vida.

BREVE HISTÓRICO DA EDUCAÇÃO BRASILEIRA
“A educação sozinha não transforma a sociedade; sem ela tampouco a sociedade muda”
Paulo Freire
Que poder é exercido pela educação na história de um povo? A educação carrega em si a força que prepara o indivíduo para os desafios da vida em sociedade. Em contextos gerais, a identidade educacional brasileira se forma no domínio colonial no Brasil que a princípio subordinou tanto os nativos quanto os negros africanos transformando – os em objetos de satisfação produtiva para a burguesia mercantil portuguesa. A movimentação política na colônia procurava ininterruptamente atender os comandos da metrópole. Para isso, o regime adotado lançava mão dos recursos da escravidão para servir-se de forma cruenta da dignidade humana.
No que se refere ao processo educacional, pode se afirmar que, servia de conveniência aos interesses dessa camada e que exercia o poder de articulação entre a colônia e a metrópole.
Segundo Aranha (1989), no primeiro plano educacional elaborado por padre Manoel da Nóbrega:
Nota-se a intenção de catequizar e instruir os indígenas, como determinava os “regimentos”. Percebe-se, também, a necessidade de incluir os filhos dos colonos, uma vez que, naquele instante, eram os jesuítas os únicos educadores de profissão que contavam com significativo apoio real da colônia.
Percebe-se nas palavras do autor a influencia da ideologia do Estado sobre o sistema educacional. Uma vez que outorga mesmo nas sociedades democráticas, determinações que nem sempre são condizentes com o princípio de liberdade, que cremos ser um dos principais pilares da educação, como a ferramenta que moldam os seres humanos ensinando-os nas práticas inerentes ao seu viver.
Os colégios jesuíticos caracterizavam-se como instrumento ativo de formação da elite colonial. Afinal, a educação, pode ser, em determinados contextos, uma serviçal do poder, ou ser transformada em instrumento de tal interesse do Estado ou a quem mais interessar. Os indígenas eram apenas catequizados.
Contribuindo para essa reflexão Xavier (1994, p. 41) afirma que:
A tarefa educativa dos jesuítas era basicamente aculturar e converter ignorantes e ingênuos, como os nativos, e criar uma atmosfera civilizada e religiosa para os degredados e aventureiros que para aqui viessem. Isso constituía uma empreitada que exigia muita criatividade no que diz respeito aos métodos de ação, considerada a heterogeneidade da clientela que tinham diante de si.
Verifica-se que a ideologia educacional pode, entre tantas portas sociais, ser usada como recurso de poder; sendo usado pelo estado como forma de atingir seus desígnios na sociedade por ele representada.
Desde seus primórdios aos dias atuais, o ensino superior brasileiro sofreu diversas transformações até configurar-se em um sistema mais sólido e democrático. O surgimento das primeiras experiências ocorreu três séculos após a chegada dos colonizadores. Conforme Morosini (2005) a criação de cursos superiores no país ocorreu somente com a vinda da família real portuguesa para o Brasil, no início do século XIX, em 1808 especificamente. Freire (1993) nos informa que com o estabelecimento da Corte Portuguesa, no Rio de Janeiro em 1808, houve uma preocupação com o ensino imediato e profissionalizante com o objetivo de preparar o pessoal para atender aos novos quinze mil habitantes da nova sede do Reino.
É bom registrar que duas tendências marcantes caracterizavam esse período: cursos isolados – não universitário – e uma preocupação voltada totalmente para o aspecto profissionalizante. Fortemente influenciado pelo modelo francês, o ensino superior brasileiro não superou a orientação clássica, pois prevaleceu a desvinculação entre teoria e prática. Fato este ainda hoje questionado pelo sistema de avaliação do país. Os principais cursos eram voltados para a medicina, engenharia, direito, agricultura e artes.

A EDUCAÇÃO SUPERIOR PÓS-REPÚBLICA
Após 67 anos de monarquia, o Brasil inaugurou sua república debaixo de clima de fracasso político em 15 de novembro de 1889. Desse período até meados do século XX, a educação caminhou a passos lentos. Verifica-se um movimento vazio, sem demonstração de avanço.
Historicamente, foi a partir da década de 1930, em plena modernização do Brasil, que surgiram variadas propostas de revolução da educação e ensino. Entre elas, se buscava aprimorar o direito à educação e o dever do Estado em oferecer tal recurso. Entre tantas reformas oriundas desse período, destacam-se os movimentos referendados pela ABE (associação brasileira de educadores), criada em 1924. A semana da arte moderna (SAM) movimento intelectual ocorrido no teatro municipal de São Paulo de 11 a 18 de fevereiro de 1922, e a fundação do Partido Comunista em 25 de março de 1922. Vale ressaltar que esses movimentos revelavam nas suas ideias o desejo de desenvolvimento intelectual buscando equiparar o modelo brasileiro àquele predominante na Europa.
Outro movimento que marcou profundamente foi o manifesto dos pioneiros da educação nova em 1932; movimento formado por 26 educadores que defendeu o comportamento das instituições de ensino, que na prática devia portar-se com laicidade, oferecendo ensino gratuito e obrigatório. Com essa ideia fundamentava a denúncia de que a forma como a educação se desdobrava no seu processo não atendia as expectativas para o desenvolvimento. Na sua prática central, propunha novas habilidades pedagógicas, uma reformulação de ensino superior que necessitava com nível de urgência de uma racionalização científica. Esse movimento contribuiu fortemente para a criação da Universidade de São Paulo (USP), em 25 de janeiro de 1934.
Voltando-se para o ensino superior, o movimento detectou que para chegar ao pleno objetivo da universidade, era preciso transformá-la na principal fonte de investigação científica. Dessa forma, todo indivíduo se tornará um divulgador e um contínuo investigador de causas e efeitos dos problemas da modernidade.
Todas as defesas convergiam para uma renovação do sistema educacional que até então era ainda regido pelas determinações da constituição federal de 1891. Umas das primeiras medidas que modificou diretamente o ensino superior foi o decreto nº 11.530 de 18/3/1915, mais conhecido por “Reforma Carlos Maximiliano”, suas principais resoluções atestavam à manutenção do vestibular e o controle federal sobre o sistema. Conclui-se que todas essas pequenas mutações relacionavam diretamente ao processo de ensino. Ressaltamos ainda que ele “representou o meio-termo quanto à interferência do Estado nos assuntos de instrução e instituindo a autonomia relativa, a nova lei reintroduz a tarefa disciplinadora e aperfeiçoadora do governo Federal na instrução secundária do país” (NAGLE, 1976, p. 145)
No que diz respeito ao desenvolvimento e ampliação do sistema nacional só verá resultados mais concretos a partir da fusão da Escola Politécnica e a Faculdade de medicina que originou a atual Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em 1920.
Com a promulgação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), Lei nº 4.024/1961, amplia-se as responsabilidades do Estado com a educação pública. Essa responsabilidade se estendia a estabelecimentos sustentados por municípios, estados, iniciativa privada para comprar, construir ou reformar prédios e ou fornecer outros subsídios inerentes a educação. Em um trecho da lei, no (Art.6º) se lê: “o ministério da Educação e do Desporto exerce as atribuições do poder público federal em matéria de educação, formular e avaliar a política nacional da educação, zelar pela qualidade do ensino e velar pelo cumprimento das leis que o regem”.

EXPANSÃO DA EDUCAÇÃO SUPERIOR NO SÉCULO XX.
Como o surgimento das primeiras universidades plenamente brasileiras só se deu na década de 1920, data próxima das comemorações do primeiro centenário, é importante considerar que o cenário político, caminhava para fortes embates na economia nacional frente ao cenário mundial.
O processo de industrialização desencadeado nas décadas de 1960 e 1970 acabou fomentando a concentração urbana e com isso percebeu-se a má qualificação de mão-de-obra. Isso culminou na exigência de algo que o governo não poderia dá: aumento significativo de vagas nas universidades para qualificar e formar novos profissionais. Dessa forma o conselho federal de educação requereu a aprovação de vários novos cursos e a mudança no processo de avaliação para o ingresso em cursos superiores, ou seja, o vestibular regula a entrada a universidade. Analisando a situação, pergunta-se: e o direito de acesso ao ensino público?
Uma significativa mudança constatada nesse período foi à pressão que forçou a mudança no que diz respeito nos cursos, a nomeação de diretores de unidades, pois a mesma passa a ser dividida e funcionar em vários departamentos, facilitando assim, o deslocamento do conhecimento e a melhor distribuição de recursos.
A reforma estabeleceu-se sob a Lei nº 5.540, de 28 de dezembro de 1968, aprovado pelo Congresso Nacional no governo militar do presidente Costa e Silva. Tendo como alvo a fixação de normas de organização e funcionamento do ensino superior. A lei, concebida dentro do acordo MEC-USAID que precedeu o AI5.
Dentro dessa lei foi instaurado o decreto nº 464/1969, que garantia a “eficiência, modernização e flexibilidade” no âmbito administrativo das instituições, assim sendo, buscava-se elevar o nível de desenvolvimento cultural e intelectual para favorecer o processo de desenvolvimento das indústrias espalhadas pelo país. As prerrogativas legais apontavam para o requerimento de profissional da educação voltado totalmente para as suas atividades, obedecendo, em plenitude as determinações dos poderes regentes da educação.
Para MARTINS (2009) dos resultados visualizados das recorrências oriundas dessa lei, afirma-se que na íntegra ela visou fundamentalmente a modernização e expansão das instituições publicas, destacadamente das universidades federais. Fazendo surgir o “novo” ensino superior.
Até aqui fica claro que todo o processo educacional se desenvolve buscando atender todo um processo social, que ideologicamente cobra um modelo de educação capaz de satisfazer essas exigências, por essa razão, evidencia-se diferentes pensamentos a respeito que o homem representa para determinados momentos da história.
Ao pensar a educação no Brasil é impossível nosso pensamento não procurar compreender o tríplice princípio: ensino, pesquisa e extensão. Interpreta-se que o ensino precisa voltar-se propositalmente para a fundamentação do processo de aprendizagem; a pesquisa volta-se tanto para a ampliação do saber quanto para contribuir com o acompanhamento das mudanças inevitáveis a todo processo no decorrer do tempo; e a extensão a conexão entre a instituição e a sociedade que é por legitimidade a grande privilegiada pela produção dos conhecimentos.

A CONJUNTURA UNIVERSITÁRIA NOS SÉCULOS XX E XXI
O século passado nos deixou uma herança, que se reformula a cada dia em um desafio. O momento histórico atual exige que as IES mantenham um [re] pensar constante, pois a sociedade lança sobre elas a responsabilidade de buscar respostas para os entraves que as transformações do mundo digital encarrega sobre os indivíduos em todos os aspectos. Elas tornam-se o alvo direto, pois as mudanças ocorridas no âmbito político, sócio-cultural e econômico encaminham para a educação o peso de desenvolver toda a sociedade, transformando-a em ferramenta preparada para desenvolver com competência toda sua prática profissional. Todo esse processo é desencadeado a partir do surgimento da modernidade na Europa nos séculos XVIII e XIX.
Os fatores políticos, sócio-cultural e econômico formam uma cadeia sempre vinculada a uma intencionalidade. O projeto mercadológico atual exige que os profissionais desenvolvam habilidades e competências amplas, com isso, ocorre uma interação e ao mesmo tempo uma fusão de processos que desencadeiam na satisfação do pleno objetivo do capitalismo, aumentando o desempenho no mercado e a lucratividade com mais rapidez e menos investimento. É importante registrar as palavras de Zoccoli (2009, p. 18): Essa compreensão é essencial, pois afeta de maneira direta a forma de trabalhar para a reconstrução do saber no fazer pedagógico, processo que deve ter sua ação pautada na coletividade em todos os níveis [...].
Para a autora, relacionar esses fatos diretamente com as IES, é perceber que predomina uma cobrança automática de todo um processo que deve sobrevir internamente e abrangendo todos os setores da instituição. Na prática, isso se revela na atuação e na responsabilidade que todos os profissionais (de baixo ao alto escalão) precisam responder com habilidade e muita competência sua função no decorrer de todo o processo.
O sistema universitário brasileiro se configura conforme abaixo:
Essa forma do Estado gerenciar o sistema é comprovadamente que o objetivo maior é tentar alcançar o indivíduo dentro das expectativas que o mercado de trabalho exige, pois cada instituição se voltará exclusivamente para preparar e trabalhará com uma grade curricular onde serão focalizadas as áreas de conhecimentos de forma clara e objetiva.
Todas as modificações sociais pelas quais o Brasil passou, criou um cenário educacional onde a presença do professor assume uma postura ampla no âmbito da instituição. Evidencia-se o surgimento de novos atores educacionais e a proliferação de instituições de mais variadas espécies, compondo um quadro bastante heterogêneo e com complexidades profundas.
Considera – se que os maiores desafios da universidade hoje ainda se pressupõem ser a colocação da população por meio de vagas e a qualidade do ensino oferecido. Ainda se enfrenta as questões em oferecimento de vagas, a administração das entidades e o aperfeiçoamento do professor, fato que acaba refletindo na formação acadêmica de um modo geral.

GESTÃO DEMOCRÁTICA E A EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA
Segundo o Dicionário Aurélio, gestão significa “o ato de gerir, da gerência, da administração de algo“. Gerir, por sua vez, deriva do latim gerere, que significa “trazer, produzir, criar, executar, administrar“. Administrar significa “dirigir qualquer instituição, reger com autoridade suprema, governar, ou manter sob controle um grupo, uma situação, a fim de obter o melhor resultado”.
Para Rosa (2005) administrar “significa principalmente trabalhar com pessoas”.
Para esse autor, o gestor é alguém dotado da capacidade de conduzir as ideias do grupo, dessa forma, agirá com prudência antes de tomar a decisão final e outorgar poder de atuação aos membros da equipe para que a operação seja bem realizada. É importante registrar que terá de ser bastante atencioso no que diz respeito a permitir que sua relação com o grupo (relação pessoal) interfira no profissional.
Em se tratando de instituição de ensino superior, é colocado que a mesma é constituída em:
Empresa especializada – a exemplo de qualquer outra, que precisa ter um comportamento padrão, que seja reconhecido pelo seu público atual e potencial. Justamente por isso é que existem normas internas a serem seguidas, aprovadas pela direção, às quais todos devem estar subordinados (Rosa, 2005, p 47).
Fica definido que todo o grupo deve trabalhar deliberadamente para atender tanto a qualidade, pois isso será fator determinante do sucesso da instituição, com isso, cobra-se um ajuste entre o professor, método, a didática e prática pedagógica. Toda essa organização deve acontecer para que o público seja satisfeito em sala de aula e com isso gere, adquira e processe mais conhecimento.
Segundo a análise de (PARO, 2000, p. 7), considera-se que a:
“administração democrática [...] é portadora de uma especificamente que a diferencia da administração especificamente capitalista, cujo objetivo é o lucro, mesmo em prejuízo da realização humana implícita no ato educativo. Se administrar é utilizar racionalmente os recursos para a realização de fins pedagógicos na forma de alcançá-los”.
O autor considera de forma veemente que a gestão democrática se constitui em algo utópico na sociedade de hoje, a razão básica é que há um grupo hierárquico que atua no interior da instituição fazendo prevalecer um conjunto de interesses provenientes de circunstâncias diversas e de amplo alcance para os objetivos e a missão da mesma. Sendo um modelo de gestão deliberado pelo próprio grupo de funcionários, ou outorgado pelo poder maior.
Analisando o atual contexto de expansão da universidade brasileira, questiona-se: Como avaliar o crescimento gigantesco do número de Instituições de Ensino Superior no Brasil nas últimas décadas?
As políticas de expansão da educação superior sofreram uma enorme aceleração nos últimos 10 anos. Entre as mais concretas expansões destacamos o crescimento do setor privado, e é bem verdade que elas têm impulsionado a procura por formação de uma forma como nunca visto.
De acordo com o Censo da Educação Superior, divulgado na Revista Ensino Superior, o número de Instituição de ensino superior cresceu 152% no Brasil, em um período de 9 anos, entre 1997 e 2006, sendo 193% o crescimento das privadas. De acordo com o mesmo Censo, no Brasil existem 2.270 IES, sendo 2.022 privadas e 248 Públicas. Em termos de números de alunos, correspondem a 4.676.646 alunos entre IES públicas e IES privadas, o que representa um aumento de 140% no período de 10 anos. Em 1994, o Brasil contava 1,6 milhões de estudantes universitários, hoje, em 2011, 5 milhões, dados fornecidos pelo INEP
Porém, é necessário verificar a situação - além estudos e pesquisas; é importante realizar reflexões desencadeando também uma avalanche de propostas sobre a gestão adequada à demanda apresentada, implementando uma análise profunda sobre a dinâmica dos mecanismos dessa evolução e sua influência no desenvolvimento educacional do país.
Para FLEURY e FLEURY (2001), qualquer profissional da educação precisa ser enquadrado dentro de requisitos que facilitem sua participação no processo de ensinoaprendizagem. Entre tantas competências, ele destaca: O agir compreendendo a capacidade de aplicação dos conhecimentos para interferir no contexto; precisará ter capacidade de se comunicar para compartilhar significados; deverá ser aberto a novos conhecimentos e compreendê-los; tendo aptidão de engajar-se, tornando-se um sujeito ativo nas suas tarefas; assumir responsabilidade com foco no bem comum e ter visão estratégica de todos os aspectos da instituição.
Tratando-se do funcionamento da instituição, o planejamento se define como o grande propulsor das atividades científicas. Entende-se que o planejamento precisa envolver as ações provendo objetivos claros, e flexíveis para que se molde aos contextos imediatos. Historicamente, o homem primitivo imaginou como poderia agir para vencer os obstáculos que se interpunham na sua vida diária.
Para Martinez e Oliveira, apud Menegolla e Sant’Ana, planejamento é: “um processo de previsão das necessidades e racionalização de emprego dos meios materiais e dos recursos humanos disponíveis, a fim de alcançar objetivo concretos, em prazos determinados e em etapas definidas, a partir do conhecimento e avaliação científica da situação original”
Todo tipo de planejamento é envolto por alguns conceitos. O planejamento decorre em várias etapas até que se chegue a uma sequência lógica; sendo que todas as etapas são constituídas por normas, métodos e técnicas específicas.
O bom gestor se caracteriza por alguns quesitos importantes. Para os autores citados, ele precisa ser habilitado a: 1) prever necessidades; 2) Racionalização dos meios e recursos humanos e materiais; 3) visa alcançar os objetivos em prazos e etapas definidas. Na prática, o funcionamento se da pelo ver e pensar no que é necessário para realizar algo tomando como base a realidade. Enfocando-se no presente e tendo assim a previsão de futuras necessidades.
Para racionalizar, deve-se ter proposição ou colocações bem definidas. É saber usar com sabedoria a razão para poder efetivar uma real previsão das condições institucionais.
Essas afirmações se embasam no pensamento de que a “a educação, como processo de reconstrução do homem em todas as suas dimensões, pessoais, sociais, culturais e históricas, realiza-se no mundo dos homens, promovendo uma ação de desequilíbrio perante a realidade da natureza do homem, pois o homem, agindo ou interferindo no processo evolutivo da natureza, é capaz de provocar a ruptura necessária para mudar a própria direção dos fenômenos determinísticos (Menegolla & Sant’Ana, 2003, p. 22).
É importante que o gestor tenha uma visão de um planejamento que leve em consideração o contexto humano; nessa direção Freire afirma que o homem traz em si imperfeições e a constante busca de querer ser mais. Assim, como lutar pra manter ou criar novas esperanças. Mediante suas tomadas de decisões decide sair ou viver pela visão fatalista do real. Viver com esperança é nutrir-se de um impulso vivo de otimismo radicado na consciência de ser, com outros homens, inconcluso, portanto, em busca permanente: “Não é possível buscar sem esperança; nem, tampouco, na solidão” (FREIRE, 1995, p. 87).
Todas as proposições do planejamento precisa se voltar para a autonomia humana. Desenvolvendo a capacidade de viver com hábitos que não são determinados pela natureza, por exemplo: os diferentes modos de alimentar-se. Na perspectiva da educação, liberdade está plenamente ligada à determinação das escolhas com base nos seus direitos e nas possibilidades.
Para haver um planejamento eficiente é necessário a observação do contexto nacional, regional e comunitário da escola, na qual o aluno está inserido com agente e paciente das suas circunstâncias existenciais.

ÓRGÃOS COLABORADORES DA GESTÃO DEMOCRÁTICA DO ENSINO SUPERIOR
Toda a diversificação institucional do sistema de ensino superior acaba gerando uma fragmentação e desorganização, e com isso tem propiciado a emergência de avaliações precisas, esse processo acaba sendo envolvido por organismos não-governamentais.
Enquanto as organizações que representam instituições de uma única categoria (pública ou privada) têm, como objetivo, reforçar a sua identidade e os seus interesses específicos, as outras (integradas por representantes de ambas às categorias) buscam a construção de estratégias e planos de ação que atendam aos interesses gerais dos seus associados.
Cito, para fim de registro alguns dos principais organismos não-governamentais que atuam em âmbito nacional com suas respectivas metas e que, de forma direta ou indireta, intervêm nos rumos da política do ensino superior, são:

CRUB – Conselho de Reitores das Universidades Brasileiras
Órgão criado em 1966, é composto pelos Reitores das universidades brasileiras públicas e privadas reconhecidas pelo MEC. Fazem parte de sua organização dois membros de cada uma das seguintes associações: Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (ANDIFES), Associação Brasileira de Universidades Estaduais e Municipais (ABRUEM), Associação Brasileira das Universidades Comunitárias (ABRUC) e Associação Brasileira de Universidades Particulares (ANUP). Ente outros.

ABMES – Associação Brasileira de Mantenedoras de Instituições Superiores
A ABMES, diferentemente do CRUB, congrega atores de uma mesma espécie, é a representante das mantenedoras das instituições de ensino superior privadas. Fundada em 1982, congrega, hoje, 309 mantenedoras a ela filiadas, responsáveis pelo financiamento de 448 IES. Com representação no CRUB, no CNE e em comissões instituídas pelo MEC (Educação a distância e Fundo de Apoio ao Estudante) sua principal atuação é voltada para a realização de uma revisão jurídica das leis implementadas pelo MEC, principalmente aquelas dirigidas às IES privadas. A associação também promove vários seminários, debates e parcerias com órgãos governamentais visando à qualificação de docentes para o ensino superior.

ABRUC – Associação Brasileira das Universidades Comunitárias
A ABRUC foi criada em 1995 de um grupo antes inserido na Associação Brasileira de Escolas Superiores Católicas ou da Associação Nacional das Universidades Privadas congregando, 29 universidades comunitárias atualmente (11 laicas e 18 confessionais). Sua principal estratégia de é realçar sua identidade, enfatizar o diferencia as suas associadas das outras instituições de ensino superior, destacando o seu caráter social. Pretende, com isso, reclamar exclusivamente para as IES comunitárias, o total dos recursos públicos destinados às IES particulares. Além dessa demanda, a revitalização do crédito educativo e a ampliação da concepção de avaliação considerada pelo MEC são as outras questões fundamentais para essa associação.

CONSIDERAÇÕES FINAIS
Conclui-se que o trabalho verificou aspectos estruturais e de gestão que envolveu o surgimento da universidade brasileira e sua influencia direta no desenvolvimento do país por meio dos conhecimentos produzidos ao longo de aproximadamente dois séculos.
Proporcionou-se uma análise minuciosa da atual conjuntura, abrangendo sua forma de compor o sistema educacional e como se organiza as instituições tanto públicas quanto particulares.
Vê-se que a atual configuração universitária, não atinge as demandas do país no que diz respeito à formação de qualidade e até do próprio atendimento de vagas à população menos favorecida. Isso acaba por demonstrar fragilidades do sistema e a urgência de políticas públicas que se voltem para a resolução e ampliação das instituições, fazendo a expansão necessária.

REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ARANHA, M. L. História da Educação. São Paulo: Moderna, 1989.
FIORI, E. M. Introdução. In: FREIRE, P. Pedagogia do Oprimido. 46. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2005.

FLEURY, A., FLEURY, M. T. L. Estratégias empresariais e formação de competências: um quebra cabeças caleidoscópico da indústria brasileira. Rio de Janeiro: Atlas, 2001

FREIRE, Ana Maria Araújo. Analfabetismo no Brasil: da ideologia da interdição do corpo à ideologia nacionalista, ou de como deixar sem ler e escrever desde as Catarinas (Paraguaçu), Filipinas, Madalenas, Anas, Genebras, Apolônias e Grácias até os Severinos. – 2. ed. rev. aumentada – São Paulo: Cortez:, 1993.

MARTINS, Carlos Benedito. A Reforma Universitária de 1968 e a abertura para o ensino superior privado no Brasil, Campinas, v.30, n.106, p 15-35, jan/abr, 2009.

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MARCAS DOURADAS

  Texto: 2 Co 12:7 E, para que não me exaltasse pela excelência das revelações, foi-me dado um espinho na carne, a saber, um mensageiro de ...