segunda-feira, dezembro 26, 2016

Israel e o jumento.

Que aspectos são dignos de fazer um jumento carregar sobre si um valioso leque de significados referentes às profecias bíblicas? A Bíblia é o livro dos mistérios, Deus os usa como um mecanismo didático para ensinar suas vontades e seu poder. Ela descreve como é esse animal, como ele age e reage, e, algumas vezes é símbolo incontestável do seu povo: Israel. O JUMENTO NA HISTÓRIA BÍBLICA Historicamente, ele faz parte do grupo de animais impuros na lei, pois tem o casco fendido (Lv 11.3), além do mais, precisa ser resgatado com sacrifício, caso contrário,será amaldiçoado. Aparece fornecendo apenas a sua queixada para que mil filisteus fossem feridos e mortos (Jz 15:15). Segundo o escritor de Jó, o animal é zombador, pois ri-se do tumulto da cidade (9: 5-8). Ainda em Jó, é considerado teimoso, por que...não ouve os muitos gritos do arrieiro (39:7). O Jumento é um animal de vida inquieta, ele se difere dos demais pelo fato de ser sempre procurador de grama verde (Jó 39:8). Esse fator nos faz lembrar os muitos anos que Israel perdeu no deserto à procura de algo que aliviasse suas ansiedades. Na terra prometida eles encontraram finalmente o pasto verdejante que tanto precisavam e que Deus o prometera (Sl 23). A vida de todos nós aparece comumente ligada a essas características. As escrituras afirmam que todos os homens são impuros, em alguns instantes teimosos, desobedientes, em estado de maldição. Nosso mundo está cheio de escárnios, falsificações, as pessoas nunca estão quietas, nunca se conformam com as coisas que têm etc. Já no final da vida, Jacó abençoou todas as tribos. Sua profecia envolvia um domínio único para a tribo de Judá (Gn 49:10) na continuação, ele contemplou o reino de paz do Messias (v.11). Aqui, mais uma vez o jumento entra para compor um momento profético. Vale lembrar ainda que quinze séculos de Jesus entrar em Jerusalém, o Senhor falou que Israel deveria fazer o resgate de todos os primogênitos, consagrando-os ao Senhor. O primogênito dos puros tinha de ser resgatados com dinheiro ou ser vendidos. Com isso, Deus queria que todo filho primogênito judeu viesse a lhe pertencer. Um primogênito humano podia ser resgatado pelo sacrifício de um cordeiro. O interessante é que esse procedimento valia para os jumentos (Ex 13:12-13). Em Mt 21:2 o mestre dá uma ordem, é importante lermos e prestarmos atenção na escritura; pois ao se referir a Jesus, João batista diz: “ Eis o cordeiro de Deus que tira o pecado do Mundo” (Jo 1:29). Em seguida exclamou: “Eis o cordeiro de Deus” (Jo 1:36). Por via de regra, o mestre veio em primeiro lugar para o povo de Israel, para o filho primogênito de Deus, pois Ele mesmo disse: “Não fui enviado senão às ovelhas perdidas da casa de Israel (Mt 15:24). O Salvador veio a Jerusalém na semana da páscoa como um cordeiro exatamente como foi no Egito com Israel. Ao se dirigir aos discípulos, ele ordena: “Desamarrem o jumento”. Em linguagem simbólica, Ele diz: “Desamarrem, traga-o e eu dou o meu sangue por Israel. O lamento é que Israel foi confundido e deixou passar sua libertação, pois a profecia de Jacó era: “até que venha Siló, o Messias”. Eles perderam uma grande oportunidade de Salvação. A linguagem bíblica merece um detalhado olhar. A jumenta representa o Israel velho e pecaminoso, com suas teimosias, pecados; mas havia uma coisa interessante: essa jumenta possuía a capacidade de procriação, ou seja, havia uma possibilidade de gerar algo novo!!! O jumento novo representava a nova história que Deus escreveria para Israel se este se voltasse para ele com atitudes fiéis a sua santidade. As vestes postas sobre ambas figuravam o acolhimento de Deus sobre seu povo. O zelo de Deus era representado ali pelo manto da graça, o sentar de Jesus em ambos, tipifica o domínio de Jeová sobre seu povo de forma constante e fidedigna. Que não precisemos chegar a posição de jumento pra Deus ter misericórdia!!!

Projetando a vida no tempo de Deus.

Texto: Ec 11.1-6 Ec 11:1-6 (1) Lança o teu pão sobre as águas, porque, depois de muitos dias, o acharás. (2) Reparte com sete e ainda até com oito, porque não sabes que mal haverá sobre a terra. (3) Estando as nuvens cheias, derramam a chuva sobre a terra, e, caindo a árvore para o sul ou para o norte, no lugar em que a árvore cair, ali ficará. (4) Quem observa o vento nunca semeará, e o que olha para as nuvens nunca segará. (5) Assim como tu não sabes qual o caminho do vento, nem como se formam os ossos no ventre da que está grávida, assim também não sabes as obras de Deus, que faz todas as coisas. (6) Pela manhã, semeia a tua semente e, à tarde, não retires a tua mão, porque tu não sabes qual prosperará; se esta, se aquela ou se ambas igualmente serão boas. Ao findar de mais um ano, geralmente é o momento que fazemos diversas avaliações sobre o nosso procedimento e uma análise de nossas metas atingidas e as que não foram alcançadas. O texto lido aponta para um novo planejamento, para as futuras oportunidades, para os recursos que Deus nos dá e como também os riscos que correremos. 1) v.1 Lança o teu pão sobre as águas, porque, depois de muitos dias, o acharás. Este verso possui um correspondente na cultura egípcia que diz: “Faça algo bom e lance no rio, quando este secar você o encontrará”. O sábio nos estimula a pensar o futuro. Nos lança o desafio de ver um projeto a longo prazo. Deus dá o direito ao homem de preparar projetos Pv 16.1. Deus nos permite oportunidades e devemos aproveitar e ampliá-las para que enquanto estivermos na terra com vida possamos usufruir da promessa feita ao salmista no Salmos 115.16 Os céus são os céus do SENHOR; mas a terra, deu-a ele aos filhos dos homens. Onde você pretende chegar? Qual seu projeto de vida para o ano de 2017? 2) v.2 Reparte com sete e ainda até com oito, porque não sabes que mal haverá sobre a terra. Repartir aqui significa “fazer investimento”. Não se deve pensar e viver apenas acomodado por que tudo está bem, é preciso despertar que o dia da adversidade vem e para isso é necessário ter planejamento. Alguns dizem: “Pra que trabalhar se quando morrer não levarei nada”; em alguns casos isso é desculpa pra não investir, a Bíblia nos ordena a trabalhar Pv 6.6 Vai ter com a formiga, ó preguiçoso; olha para os seus caminhos e sê sábio. Você tem pensado na vida daqueles que dependem de você? Tem pensado no legado a deixar para seus filhos e família? 3) v.3 Estando as nuvens cheias, derramam a chuva sobre a terra, e, caindo a árvore para o sul ou para o norte, no lugar em que a árvore cair, ali ficará. Deus nos constituiu mordomos dos seus talentos em Mateus 25, ao distribuir os talentos, estava o homem distribuindo OPORTUNIDADE DE CRESCIMENTO. Quando as nuvens aparecem carregadas dizemos que a chuva vem, no entanto, não sabemos o local exato onde cairá. Há um risco em toda oportunidade, não sabemos ao certo o fim, mas Deus detém esse conhecimento Pv 16.9/19.21. É importante registrar que o madeireiro sabe, ao olhar para a árvore, o lado mais propenso à sua queda. Se ele errar o lado certo do golpe perderá toda a lenha. Após cair não há mais nada a fazer. Você tem aproveitado as oportunidades que Deus tem te dado? 4) v 4 e 5 Quem observa o vento nunca semeará, e o que olha para as nuvens nunca segará. Assim como tu não sabes qual o caminho do vento, nem como se formam os ossos no ventre da que está grávida, assim também não sabes as obras de Deus, que faz todas as coisas. Não há oportunidade sem risco. Não vale esperar as coisas ficarem favoráveis para fazer alguma coisa. Toda crise é superada com atitude. O risco é positivo pois nos ensina a fazer as coisas na dependência de Deus. Quando Paulo e Silas chegaram a Filipos e não acharam Sinagoga de judeus para iniciar a evangelização como era seu costume (At 17 1,2), procuraram a beira de um rio e ali arriscaram anunciar o evangelho até serem presos; na prisão arriscaram evangelizar os presos com louvor, a oportunidade que Deus deu foi uma prisão e um carcereiro sedento; você lembra o que Deus fez? – Atos 16. 13,25, 26. Que riscos você corre hoje? Vamos arriscar algo novo? 5) v.6 Pela manhã, semeia a tua semente e, à tarde, não retires a tua mão, porque tu não sabes qual prosperará; se esta, se aquela ou se ambas igualmente serão boas. No planejamento o princípio da dúvida tem espaço declarado positivamente. Uma boa medida é aquela feita em pelo menos três vezes. Aqui o sábio nos orienta a sermos constante no que fazemos. Pv 22.29 Viste um homem diligente na sua obra? Perante reis será posto; não será posto perante os de baixa sorte. Cada semente carrega uma dúvida. Enquanto a Cigarra passa o verão cantando, a formiga passa trabalhando (Pv 6. 6-8). Não espere a benção de Deus chegar à beira da tua rede ou da tua cama enquanto dorme, Deus abençoará sua atitude! Que oportunidades você está construindo para o seu futuro? Que o Espírito Santo nos ajude a trabalhar nesse Reino e Investir o tempo, a capacidade e os recursos; tudo na dependência de Deus e tudo irá continuar bem. Por Pb Isaac Moura.

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