REFLETINDO...

"Nos preocupamos tanto com o dia de amanhã que não percebemos que estamos também construindo nosso passado hoje"

9 de novembro de 2017

E AGORA, O QUE SERÁ DE NÓS?


Mar de Tiberíades, no Norte de Israel.
Por Pb Isaac Moura 

O mundo contemporâneo virou uma bomba relógio? Você já se deu conta de que estamos vivendo momentos confusos em todas as áreas da vida? Você já parou para fazer as contas e percebeu que os números perderam a lógica? Até quando isso perdurará?

Estes questionamentos provocadores, na verdade, são lamentos da humanidade da era pós-moderna. Instalou-se no mundo de uma hora para outra um clima de tensão único que tem desesperado poderes constituídos e nesse meio estamos como cristãos.

Lendo o texto de João 21 vemos as cenas atuais montadas naquele cenário. Ali, estampa-se o momento que tudo parece está dentro de uma situação, trivial e ao mesmo tempo cômica. Os discípulos querendo se acostumar a uma situação pouco comum. Nesse contexto espera-se por uma solução, afinal, estavam prestes a chegar em casa sem nenhum peixe depois de uma noite de pescaria ao vão.

Enquanto uns pensam numa explicação, outros esperam ainda por uma solução. Opa! Solução! Vivemos um momento a procura de soluções; a todo instante surgem problemas e queremos soluções. O que nos inquieta é que a cada solução alcançada vem nela um novo problema. Alguém é preciso ver e agir para uma solução.

O que nos chama a atenção é que apenas sete dos doze discípulos estavam presentes, onde estavam os quatro? A cena do texto é importante pois, trata-se da aparição do Cristo ressurreto. Aprendemos a lição de estarmos juntos em propósito quando a crise chegar. Quando a crise chegar, vamos se manter unidos! Da primeira vez Tomé não estava, desta vez sim.

Aqueles discípulos foram pescar porque havia o clima do “foi bom enquanto durou”, a pesca foi a fuga pra decepção que eles tinham enfrentado por engano ou pela falta de fé. Pensava Pedro que tudo havia passado com a morte de Cristo, pelo contrário, Cristo escolheu o momento para mostrar que aqueles peixes do rio seriam esquecidos para sempre, os pescadores seriam agora pescadores de homens (Lc 5.10).

 No v 5 Jesus abre um confronto: “Cadê os peixes da vossa pescaria” (grifo meu). Ao pedir os peixes, é como se o Mestre estivesse solicitando dos discípulos o que era natural para um pescador ter, o bom pescador sempre volta pra casa com peixes. Isso não acontece! – Por que nos acostumamos a uma vida cristã sem produtividade? No entanto ainda creio que pedir os peixes era um alerta de que sem Cristo nada poderiam fazer (Jo 15.5).

No anseio de justificar alguma coisa até nos empenhamos em fazer alguma coisa, mas estamos produzindo bons resultados ou não? A resposta bem consciente dos discípulos reflete a sinceridade individual, o NÂO reflete a falta de alguma coisa. A falta de algo que não poderia faltar. Uma resposta só convence se corresponder ao conhecimento de quem entende as perguntas. Cristo pergunta, e, os discípulos respondem sem nem ao menos saberem quem estava perguntando. Você já articulou uma resposta na vida para alguém que não conhece sem nem mesmo saber o porquê da pergunta?

No momento de crise vale a pena a fé e a obediência aos princípios do evangelho. Jesus ordena uma re-pesca; aponta o lugar ideal e como é característico, aponta o resultado por antecipação. Na sequência, surge alguém com a verdadeira consciência – João reconhece a Cristo, ele se abre para a identidade do mestre amado. Quando a identidade de Cristo se revela geralmente a identidade humana toma outro rumo, como seres humanos apenas, não temos condições de permanecer na presença de Cristo. Pedro exemplifica a nossa situação, ele pula na água.

Você tem reconhecimento a realidade da identidade de Cristo? Como estamos nós?  Como viveremos quando as pescarias forem meras ilusões?

As crises mundiais que assolam a todos, são um sinal de um grave problema. Toda crise é cheia de contradições, para uma crise há várias opiniões. A pior verdade sobre as crises é que elas tem a tendência de eliminar o poder da identidade. No meio da crise ninguém reconhece Cristo, exceto João. O mundo está em crise por que não reconhece Cristo. A verdadeira identidade de Cristo está a disposição de todo e qualquer cristão.


Quando a crise chegar vamos nos manter unidos!

5 de novembro de 2017

UMA DISCUSSÃO SOBRE O CONCEITO DE FÉ

Por Pb Isaac Moura 
Você vive pela fé ou pela razão?
Existem inúmeras definições a respeito do que seja a fé. Para uns ela é apenas a crença, outros, a confiança, outros, a certeza, em fim, cada ser terá sua definição; mas importa vermos como o assunto é tratado na Bíblia. Primeiramente é necessário observar que ela sempre opera sobre as promessas de Deus, e não dando passos no escuro, ou seja, a fé não é cega. Ao chamar o grande patriarca, Deus lhe garante “mostrar” a terra que lhe ofertaria (Gn 12: 1). Nesse quesito a vida de Abraão é a que expõe o maior exemplo e concretiza as mais notáveis condições que geram e mantêm a fé; em nível prático, antes de Abraão não se teve um conhecimento tão claro do que seria fé, ou seja, os exemplos práticos de fé anteriores não tiveram frutos tão proeminentes quanto teve o desse patriarca.

A chamada dele além de representar a origem da história de Israel, representa o triunfo divino sobre o mal. Suas atitudes atestam o genuíno modelo de fé que agrada a Deus. Nas suas demonstrações, ficou claro que ela é a crença inabalável, a Bíblia afirma que “Creu Abraão em Deus” (Rm 4.3). A afirmação de Paulo significa que o velho Abraão em um determinado momento de sua vida se firmou por inteiro com muita convicção no Deus único e verdadeiro, deixando para trás toda a história construída no meio de uma nação idólatra. A fé gerou a disposição tomada por ele para seguir e ou/ servir a Deus, passar a viver com Deus e se manter movido a ponto de superar todos os obstáculos a fim de honrar seu compromisso. 

Quando o Senhor diz a ele para deixar sua parentela, está na verdade, desejando que ele corte todos os laços que mantém ligado às questões espirituais idólatras, a fé exigiria de Abraão uma adoração exclusiva. Para Deus, a autenticidade de nossa fé se concretizaria na obediência (ação incondicional), a fé se manifesta em atitudes concordes com a vontade divina; vemos que após Deus chamar Abraão, este partiu “... como o Senhor lhe tinha dito” (Gn 12.4). McLaren comenta que “a fé que se deleita nas promessas de Deus, mas não nos seus mandamentos, não é mesmo nenhuma fé”. Enquanto estivermos na terra entendemos que a fé nasce na confiança e continua pela ação, mas nunca morre – apenas seus frutos continuam na eternidade.

A fé é o meio responsável por tornar o homem dependente de Deus, isso porque faz com que se despoje de si mesmo, eliminando todo orgulho e vontades próprias para viver realmente para e com Deus. Todos os conteúdos produzidos pela fé inevitavelmente agradam a Deus pelo fato de o homem tornar-se um verdadeiro instrumento de louvor e honra para a glória de Deus. A fé prova o reconhecimento da soberania divina em sua mais bela demonstração.

Abraão foi chamado a sair de seu país de origem para ser um referencial de fé para todas as gerações futuras. O peso que a fé tinha sobre ele foi muito grande, pois Deus lhe havia outorgado isso. De sua fé dependiam todos aqueles que habitavam com ele. A fé era tão importante naquele projeto que quando a usou de forma parcial em alguns momentos de sua caminhada passou por situações de humilhações, medo, confrontos dentro da família, e da exposição ao perigo de tudo o que possuía.

É imprescindível viver pela justiça da fé. Dentro da exposição doutrinária da fé, a Bíblia registra o argumento de que ela é imprescindível ao homem que deseja relacionar-se com Deus; é impossível manter vida ligada a Deus sem fé. Não há nada agradável a Deus separado de fé. A justiça pela fé visa despertar no homem um viver contínuo pela fé. Deus chama o homem a viver pela fé, em dependência dele para chegar a salvação em Cristo, Paulo explica que é necessário pôr a vida em união com Deus através de Cristo, em forma de amor, devoção, gratidão e acima de tudo, em obediência irrestrita a palavra de Deus. Também transparece que o alcance das promessas e da salvação está vinculado ao viver pela fé do início ao fim. A vida cristã com fé evidencia o desejo e abnegação do homem em continuar com Cristo.

Após conhecer Cristo, só haverá relacionamento se houver fé; por esta razão, em toda caminhada de Abraão Deus sempre o animava, fazia promessas e as cumpria. Tudo em nome da fé.

2 de novembro de 2017

HISTÓRIA DAS ASSEMBLEIAS DE DEUS EM MOJUÍ DOS CAMPOS- PARA



Por
Pb. Isaac Moura
Templo Central




...edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela, Mt 16.18

As Assembleias de Deus no Brasil foram fundadas pelos missionários suecos Gunnar Vingren e Daniel Berg que movidos pela chamada do Espírito Santo empreitaram uma longa viagem por fé.
Berg e Vingren, a bordo do navio “CLEMENT”, conduziram um dos companheiros de cabine a ter um encontro com Jesus. Após 14 dias de viagem aportaram em Belém, capital do Estado do Pará, em 19 de novembro de 1910, vindo dos Estados Unidos da América. A chegada nessa cidade foi difícil, pois tiveram que se acomodar com o que encontravam, com aquilo que lhes era oferecido. Em um de seus diários registrou-se: “Passamos por um restaurante e, como estávamos com fome, entramos e comemos uma autêntica comida brasileira”, relata Vingren:
E agora Daniel? Para onde vamos?  - “Vamos subir nesta rua...sentamos em um banco na praça da República e oramos ao Senhor, Ali, naquela oração descobrimos a matemática de Deus: a medida do que queremos é determinada pela nossa fé. Em seguida, procuramos um hotel e o preço da diária foi justamente o valor que carregávamos no bolso. Dali para frente, nunca nos faltou nada, porque o nosso Deus cumpriu fielmente com sua palavra” (DANIEL BERG).

A princípio, frequentaram a Igreja Batista, denominação a que ambos pertenciam na Suécia. Eles traziam a doutrina do batismo no Espírito Santo, com evidência no falar em línguas espirituais — como a evidência inicial da manifestação para os adeptos do movimento.  A manifestação do fenômeno já vinha ocorrendo em várias reuniões de oração nos Estados Unidos (e também de forma isolada em outros países), principalmente naquelas que eram conduzidas por Charles Fox, mas teve seu apogeu inicial através de um de seus principais discípulos, um pastor leigo negro, chamado William Joseph, na Rua Azusa, Los Angeles, em 1906.
A doutrina pentecostal trouxe algumas divergências. Enquanto um grupo aderiu, outro rejeitou. Assim, em duas assembleias distintas, conforme relatam às atas das sessões, os adeptos do pentecostalismo foram desligados e, em 18 de junho de 1911, juntamente com os missionários estrangeiros, fundaram uma nova igreja e adotaram o nome de Missão de Fé Apostólica, que já era empregado pelo movimento de Los Angeles, mas sem qualquer vínculo administrativo com William Joseph. A partir de então, passaram a reunir-se na casa de Celina de Albuquerque.
2º Templo da Congregação Vale da Benção na comunidade Igarapé do Lama
As Assembleias de Deus no Brasil expandiram-se pelo estado do Pará, alcançou o Amazonas, propagou-se para o Nordeste, principalmente entre as camadas mais pobres da população. Chegaram ao Sudeste pelos idos de 1922, através de famílias de retirantes do Pará, que se portavam como instrumento voluntário para estabelecer a nova denominação aonde chegava. Nesse ano, a igreja teve início no Rio de Janeiro, no bairro de São Cristóvão, e ganhou impulso com a transferência de Gunnar Vingren, de Belém, em 1924, para a então capital da República. Um fato que marcou a igreja naquele período foi a conversão de Paulo Leivas Macalão, filho de um general, através de um folheto evangelístico. Desde lá, tem alcançado multidões com a pregação do evangelho e com isso ceifado muitas almas para o Reino de Deus. Sua obra missionária tem se espalhado pelo Brasil, pela América Latina, África, Ásia, Oceania e até aos confins da terra, cumprindo assim o Ide de seu Senhor.
Hoje, estima-se que há no Brasil 22 milhões de membros, é a maior denominação pentecostal do mundo. As Assembleias de Deus no Brasil puxaram o crescimento dos cristãos pentecostais no país e, segundo projeções, deverá ultrapassar os 100 milhões em 2020. Tem se cumprindo na história desta Igreja o peso da palavra de Cristo que diz: As portas do inferno não podem prevalecer, pois temos a marca do sangue remidor do calvário.
As estatísticas apontam ainda mais de 35 mil ministros e mais de 100 mil templos espalhados por todo o Brasil. A Igreja Evangélica Assembleia de Deus está presente até mesmo nos lugares onde as estruturas governamentais não estão.
Ao todo, as Assembleias de Deus têm aproximadamente 64 milhões de membros espalhados no mundo, 363.450 ministros, divididos entre 351.645 igrejas e presentes em 217 países. Tendo o Brasil como país campeão em número de membros.
Em 18 de junho não se comemora apenas sua idade, em seu aniversário deve-se comemorar as marcas deixadas neste Estado e nesta nação de sua contribuição na área espiritual, social, comunitária através das inúmeras atividades que promovem o bem-estar social. Seu trabalho filantrópico tem registrado benefícios em todos os lugares onde tem chegado. Aos lugares mais distantes, mesmo aqueles onde falta atendimento do Estado, de outros ministérios, mas ali tem sido alvo da preocupação e trabalho da Assembleia de Deus – a preocupação com a alma humana. De norte a sul, de leste a oeste, o Brasil hoje é um país abençoado por esta Igreja.
Juntos, temos registrado uma história de 85 anos nesta cidade, com muitos testemunhos de vitórias e ainda crendo que Jesus ainda é o mesmo, ontem, hoje e será eternamente. São 85 anos de lutas, batalhas, momentos difíceis, mas com a certeza de que o Mestre tem permanecido conosco, e a sua presença é a certeza da nossa vitória.
Parabéns a todos nós, Assembleianos, pelos 85 anos. Hoje, com muita firmeza, podemos afirmar que “Até aqui nos ajudou o Senhor – I Sm 7.12.

O EVANGELHO DE CRISTO E A IGREJA
O alicerce da Igreja Evangélica Assembleia de Deus em Mojuí dos Campos, oeste do Pará não foi diferente do que a história cristã registra enumerando os profetas e santos apóstolos que o Senhor Jesus constituiu como valentes guerreiros em favor da sua obra ao longo dos séculos como também o foi seu surgimento no Brasil em 1911.
A raiz dessa igreja inexiste ventos capazes de destruí-la. Nosso fundamento é Cristo, nossa firmeza é a Palavra e nossa Esperança é o Arrebatamento.
As primeiras atividades da Igreja iniciaram na comunidade Mojuí dos Pereiras na então residência do irmão Brás de Oliveira em forma de reunião familiar por intermédio do pastor João Pereira de Queiroz que a cada quinzena dirigia uma reunião. A casa dos Braz foi o depósito do fogo pentecostal a expandir ao que hoje é o município de Mojuí dos Campos.

O FUNDADOR
João Pereira de Queiroz
(1887-1982)
João Pereira de Queiroz nasceu no dia 09 de março de 1887 na cidade de Pau dos Ferros, Estado do Rio Grande do Norte. Filho de Joaquim Antonio de Queiroz e Maria Joaquina de Queiroz. Aceitou a Jesus no ano de 1917 em Anajás, Estado do Pará e desceu às águas batismais pelas mãos do missionário Daniel Berg.
Foi batizado com Batismo no Espírito Santo no dia 02 de setembro de 1917. Na sequência tornou-se pregador do Evangelho sendo ordenado ao Santo Ministério no dia 06 de julho de 1919, com a imposição de mãos do missionário Gunnar Vingren na cidade de Timboteua.
Assumiu o pastorado das seguintes igrejas: Baixa Verde, Timboteua, São Luís (na Estrada de Ferro de Bragança). Foi desbravador dos trabalhos missionários em Óbidos, Faro, Oriximiná, Belterra, Santarém, Monte Alegre, Fordlândia e Mojuí dos Campos; foi um grande empreendedor espiritual; fundou muitos trabalhos na região oeste do Pará.
No ano de 1928 veio para Santarém direcionado pelo Espírito Santo para implantar os trabalhos de evangelismo das Assembleias de Deus, pois, os inúmeros crentes que haviam na época pertenciam a outras denominações, principalmente a Igreja Batista.
Ao tomar conhecimento de que na comunidade Mojuí dos Caboclos havia uma família de pentecostais, a família Braz de Oliveira, considerou de extrema importância para a abertura dos trabalhos de expansão do reino dos céus. Na ocasião constituiu o irmão Braziliano em auxiliar direto dando autorização a realizar cultos públicos aí iniciou o plantio das sementes do evangelho que mais tarde germinariam em Mojuí dos Campos.
Em novembro de 1931 realizou o primeiro batismo em águas no povoado de Mojuí dos Campos, a partir desta data passou-se a dirigir culto esporádicos na residência da primeira batizada irmã Emília. Nesta ocasião seu filho por nome Jorge intentou com uma espingarda tirar a vida do pastor João Queiroz, no entanto, ao chegar no local foi acometido por um tremor no seu corpo fazendo com que o mesmo desistisse do intento. Neste batismo desceram às águas 6 pessoas ao todo.
Durante nove anos a igreja se fundamentou em expansão e anúncio do evangelho. Os passos eram lentos, porém, firmes e constantes.
Em meados de 1931 chegou oriundo da Estrada de Ferro, uma família de crentes de bom testemunho de fé que somaram grandemente para o avanço do trabalho do Senhor Jesus.
De 1931 a 1940 o trabalho foi se desenvolvendo na residência dos primeiros irmãos batizados no então povoado. A partir dessa década com as inúmeras secas ocorridas no nordeste foram muitas as famílias que vierem para esta região a procura de melhorias de vida.
Deus usou, segundo a história da região oeste do Pará, o processo econômico da exploração do látex da seringueira para atrair pessoas de todas as regiões do país, especialmente do nordeste, com isto, a igreja recebeu uma imensa população para ganhar almas para o reino de Cristo. Cremos ser dessa forma que Deus trabalha: usa as épocas e as estações do ano para garantir o sustento espiritual daqueles que o buscam. Em 1940, foi dado posse ao primeiro obreiro Francisco Jorge como dirigente da então já congregação local.

PRIMEIROS DIRIGENTES
Francisco Jorge (1940-1950)
Paulo Alves da Silva (1950-1952)

O PRIMEIRO TEMPLO – 1952
Em 1950 o irmão Paulo Alves da Silva assumiu o trabalho e juntamente com o irmão Manoel Bezerra tomaram a frente de iniciar a primeira construção para acomodar a congregação. Segundo informações de irmãos contemporâneos o primeiro foi construído em barro coberto de palha regional e revestido de tabatinga para transparecer a cor branca. Segundo relatos, o irmão Abismar foi o responsável pela construção. Localizado onde atualmente é o Salão Nobre da igreja. Esse Templo de forma humilde, mas que Deus derramava sempre seu poder sobre os crentes pentecostais.
Este primeiro templo foi inaugurado em 1952, a partir desta data passou a receber assistência espiritual do pastor José de Souza Reis, pastor da Assembleia de Deus em Santarém; vindo posteriormente o pastor Otoniel de Alencar até setembro de 1957.
O Segundo templo foi construído no final dos anos 50 em madeira serrada manualmente nas matas da região.
O terceiro templo foi construído na gestão do pastor Daniel Brás de Oliveira em bloco de alvenaria, este templo foi ampliado pelo pastor João Pantoja. Nessa ampliação foi acrescentado o púlpito alto existente até o dia de hoje no atual salão nobre.
Nesta época surge o Círculo de Oração da igreja no campo. Destaca-se o nome das seguintes irmãs no fim da década de 1950: Maria Carlos, Matilde (Esposa do irmão Pedro Alves), Justina Faustino Pessoa, Joana Mateus, Deuzuíte, Lucinda Alves, Augustinha, “Sinhá”, Maria Barbosa e Genésia.

Manduca “Guabiraba” (1953-1957)
Irmão Manduca mais conhecido como “Guabiraba” tomou posse pelo pastor Otoniel de Alencar no ano de 1953 ficando até o ano de 1957 já na gestão do pastor José Menezes.
Joaquim Jacinto Teixeira (1957-1962)
O irmão Joaquim Jacinto foi empossado pelo pastor José Menezes como novo dirigente no ano 1957. Em 1960 chega a Mojuí dos Campos o irmão Otávio Marques oriundo da cidade de Icapuí, no Estado do Ceará; juntos propuseram expandir o trabalho do evangelho para as comunidades vizinhas.
Entre os crentes batizados nessa época, ainda vive, Gerson Faustino, batizado no dia 20 de agosto de 1960 pelo pastor José Meneses no Igarapé em Mojuí dos Campos e os irmãos Antonio Mendes e Maria “Galbano”.
Otávio Marques (1963-1966).
Otávio Marques da Silva nasceu na Cidade de Icapuí- Ceará no dia 4 de abril de 1923. Começou a caminhada como obreiro em 1959 ainda no Estado do Ceará. Abriu trabalhos na comunidade Igarapé da Lama (1960), e posteriormente na comunidade de São Tomé (1963), Vista Alegre do Moju e Igarapé das Pedras e outros pontos de pregação próximo da Sede.
Em 1966 assumiu como dirigente a congregação em Mojuí dos Campos ficando por um período de 1 ano.
A história mais marcante de seu ministério em Mojuí dos Campos foi quando em uma ocasião que dirigia um culto de Santa ceia em 1966 foi alvejado com uma tijolada no seu rosto, chegou a cair no púlpito vindo a levantar-se em seguida e mesmo com o rosto cortado e saindo muito sangue ele continuou o trabalho com o auxílio de outros irmãos. Foi a passeio a sua cidade natal, Icapuí, no Estado do Ceará e lá faleceu vítima de ataque cardíaco em 11 de janeiro de 2011. Faleceu no mesmo lugar onde nasceu.

EVANGELISTA RAIMUNDO PORTILHO BARROS
Em 1964, ano que o Brasil instalou a Ditadura Militar, o então Evangelista Raimundo Barros foi autorizado pelo então pastor de Santarém, José Menezes a dá assistência à congregação em Mojuí dos Campos, o Evangelista Raimundo Barros. Era pastor titular da Assembleia de Deus em Ipaupixuna e vinha a cavalo ministrar a santa ceia e visitar os irmãos todos os meses. O Evangelista Raimundo Barros prestou serviços eclesiásticos à igreja em Mojuí dos Campos por três anos, até maio de 1967.

JULIÃO ALVES
Após a saída do evangelista Barros em 1967, a congregação ficou sob a responsabilidade do irmão Julião Alves que assumiu no mês de maio daquele ano como dirigente. Foi de notável importância os trabalhos executados com muita dedicação e zelo. O irmão Julião dirigiu os trabalhos por um período de seis meses. Pastor Julião serviu ao Senhor a partir desta data até o final da década de 1980 no pastorado do pastor Joaquim Alves Ribeiro.

IGREJA AUTONÔMA
Após a saída do irmão Julião Alves, em novembro de 1967, a igreja ganhou sua autonomia. O pastor José Menezes sensibilizado pelo crescimento da mesma informou à Convenção paraense da importância que a mesma tinha e que merecia um obreiro exclusivo para dá assistência no campo cuidando do rebanho do Senhor. Aqui nasce o campo convencional de Mojuí dos Campos.

HISTÓRIA DOS PASTORES
1º Pastor: Manoel Miranda
(- novembro de 1967 –julho de 1968).
Pastor Manoel Miranda foi o primeiro convencional a assumir a Igreja. Embora sendo curta sua estadia por aqui foi de apenas 9 meses, mas realizou um trabalho digno da glória de Deus ganhando almas para o reino de Deus.
Antes de sua saída, o irmão Julião Alves foi consagrado a presbítero vindo assumir interinamente a direção da Igreja de novembro de 1968 a dezembro de 1969 pela dificuldade da Convenção enviar um obreiro para a região. Desta feita, fez um trabalho pastoral completo. Neste ano a igreja já contava com as seguintes congregações: Igarapé do Lama, São Tomé, Igarapé da Pedra (recentemente fundada). Pastor Julião assumiu o trabalho até o dia 27 de dezembro de 1969 data esta em que foi empossa o pastor Daniel Brás de Oliveira.


2º Pastor: Daniel Brás de Oliveira
(27 de dezembro de 1969 à 27 de dezembro de 1974).

Pastor Daniel Braz de Oliveira, nasceu em 2 de setembro de 1928, no Mojuí dos Caboclos no município de Santarém – PA, filho de Braziliano Braz de Oliveira e de Julieta Gonçalves de Oliveira. Casou-se em 16 de outubro de 1954, com a Ir. Neide da Costa Oliveira. Dessa união nasceram 10 filhos (9 vivos).
            Servindo ao Senhor desde a sua infância, foi batizado nas águas no dia 15 de março de 1944, e no dia 20 de maio de 1963, foi batizado com o Espírito Santo.
            Consagrado ao ministério Pastoral em 30 de novembro de 1969, por ordem da convenção das Assembleias de Deus no Estado do Pará, pastoreou as igrejas, em Mojuí dos Campos – PA, no período de 27 de dezembro de 1969 à 27 de dezembro 1974; em Alenquer – PA, no período em 29 de dezembro de 1974 à 15 de julho de 1980; em Abaetetuba – PA, no período de 20 de julho de 1980 à 20 de janeiro de 1984, assumindo em seguida o trabalho em Santarém.
(Fonte: http://blogdoasnan.blogspot.com.br. Acesso em 15 de julho de 2016)
Em Mojuí dos Campos foram 5 anos de ministério. Pastor Daniel foi o grande desbravador do interior deste campo. Andava longas viagens montado em um cavalo para evangelizar as pessoas e dá assistência espiritual aos convertidos.
Durante sua gestão em Mojuí dos Campos foi concluída a casa pastoral e inaugurada em 27 de dezembro de 1970, ainda construiu a casa de oração da Lagoa no ano de 1972 e a reconstrução do templo sede de madeira para alvenaria em 1973. Na sequência concluiu a casa de oração da congregação de São Tomé vindo a inaugurar em 27 de outubro de 1973 e construiu ainda outra casa de oração na congregação do Paxiúba no ano de 1974 e foi substituído pelo evangelista Augusto Moreira em 27 de dezembro de 1974.

3º Pastor: Augusto Moreira de Araújo
(27 de dezembro de 1974 – 1 de janeiro de 1977).
Foi empossado como pastor presidente no dia 27 de dezembro de 1974. Em 6 de abril de 1975 lançou o desafio em Assembleia Geral para colher uma grande oferta com a finalidade de reconstruir o novo Templo da Congregação no Igarapé do Lama. A obra iniciou-se na terceira semana do mês de agosto daquele ano. O mesmo, pela graça de Deus foi inaugurado no dia 24 de agosto de 1976 com um grande batismo em águas.
Serviram ao Senhor como obreiros nesse ministério, os seguintes irmãos: Alderi Bezerra de Freitas, Diácono Eliaquim Faustino, Diácono João Barbosa, Antonio Baldoíno, Manoel Silva, Antonio Ribeiro, Raimundo Efigênio, João Lima da Silva, João Viana, Diácono Geraldo Varanda e pastor Julião Alves entre outros.
Ainda nessa época todas as comunidades localizadas nas margens da Rodovia Curuá-uma eram todas submetidas à igreja de Mojuí dos Campos.
No ano de 1976 ao celebrar o culto administrativo a diretoria se compôs da seguinte forma: Presidente: Evangelista Augusto Moreira de Araújo, 1º Secretario: Alderi Bezerra de Freitas, 2º Secretario: Antonio Carvalho de Araújo, 1º Tesoureiro: Nahum Cosme da Silva, 2º Tesoureiro: Manoel Mendes da Silva.
As atividades do evangelista Augusto Moreira foram as seguintes: abriu trabalhos no Coatazinho, além de expandir o processo de evangelização vindo a construir os templos nos seguintes ramais: Ramal da Moça (1975), ponto de pregação na Volta Grande, Paxiúba, entre outros.
Nessa preocupação foi o fundador da Secretaria de Evangelismo no ano de 1976 em um domingo na reunião da Escola Bíblica Dominical oficializando a mesma.
Se despediu da igreja em Mojuí dos Campos no dia 1 de janeiro de 1977 a pedido da Convenção das Assembleias de Deus no Estado do Pará.

4º Pastor: Manoel João Pantoja Maciel
(1 de janeiro de 1977 - dezembro de 1979).
Pastor Evangelista Manoel João Pantoja Maciel assumiu a presidência da igreja no dia 1 de janeiro de 1977. Sua preocupação inicial foi de ampliar o número de ovelhas no rebanho do Senhor, nessa finalidade sua principal meta foi fortalecer a recém-criada secretaria de evangelismo local. Dessa forma, no mesmo mês formou uma nova diretoria, ficando assim a mesma constituída: Presidente: João Pantoja Maciel, Secretario executivo: Francisco Pereira de Freitas, 1º Secretario: Luís Matias da Costa, 2º Secretario: Antonio Rodrigues Frota.
Um dos trabalhos notáveis além do processo de evangelismo foi a construção do Templo da Congregação na comunidade de Igarapé do Pedra. Este projeto foi publicado em assembleia geral no dia 24 de abril de 1978.
Em 1977 compôs a diretoria da Secretaria de evangelismo da seguinte forma: Presidente: João Pantoja, 1º Secretario: Antonio Carvalho de Araújo; 2º Secretario: Maria Clenilde Maia de Sousa; 1º Tesoureiro: Nahum Cosme da Silva; 2º Tesoureiro: Anacleto de Sousa Lima.
Desfile Coral Vozes de Cristo, 1995.
No dia 7 de fevereiro de 1977 fundou a União de Mocidade da Igreja com um culto onde se contou com a presença de 8 jovens apenas. No mês de maio daquele instituiu ainda o culto mensal para os jovens de todo o campo no Templo Central. Ao formar a diretoria desse Departamento a mesma se compôs da seguinte forma: Líder: Anacleto de Sousa Lima; 2º Líder: Nilson Cosme da Silva; 1ª Secretaria: Keila Santiago Costa; 2º Secretaria: Antonia Nireide Costa Reis; 1ª Tesoureira: Célia Santiago Costa; 2ª Tesoureira: Lúcia Soares de Lima. Em março de 1978 foi realizado a primeira confraternização de jovens da igreja em Mojuí dos Campos.
A diretoria neste ano de 1977 foi assim constituída: Presidente: Pastor João Pantoja; 1º Vice-Presidente: João Barbosa; 2º Vice-Presidente: Afonso Rodrigues; 1º Secretario: Antonio Ribeiro; 2º Secretario: Manoel Filipe; 1º Tesoureiro: Geraldo Varanda; 2º Tesoureiro: Eliaquim Faustino; Conselheiro: Pastor Julião Alves.
No culto realizado no dia 12 de junho de 1977, foi feita a leitura de duas cartas. A primeira postada em Belém no gabinete do Deputado Antonio Teixeira e a segunda enviada de Santarém pelo pastor Manoel Alves Ribeiro. O teor de ambas as cartas referiam-se as normas impetradas pela Ditadura Militar onde se pregava a cautela da igreja no que dizia respeito a cultos ao lar livre. As recomendavam que a igreja suspendesse todos os cultos que eram realizados na praça.
Após a leitura de ambas, pastor João Pantoja indagou a igreja o que a mesma dizia. Houve unanimidade de que eram necessários que os cultos continuassem. Dessa forma, o Espírito Santo tomou conta do ambiente e Deus operou grandemente por intermédio dos cultos na Praça de Mojuí dos Campos, onde muitas almas foram ceifadas para a glória do Senhor.
Em reunião dos obreiros ocorrida no dia 12 de dezembro de 1980 foi aprovado o desmembramento das congregações de Paxiúba e Coatazinho.
Também foi o responsável pela ampliação do Templo do Central e construção da casa pastoral. Ambos foram inaugurados com uma grande festa entre os dias 23 e 27 do mês de agosto de 1978. Construiu ainda uma casa de oração em Boa Esperança sendo a mesma inaugurada em 1978 e construiu o templo em Coatazinho (Atual comunidade Boa Sorte) e Santa Rosa.
Serviam ao Senhor ao lado desse obreiro os irmãos: Presbítero João Barbosa e Geraldo Varanda além de muitos outros.

5º Pastor: Francisco Alves Neto
(6 de janeiro de 1980 à 16 janeiro de 1984).
Tomou posse em Assembleia Geral no dia 6 de janeiro de 1980. Pregador eloquente. Pastor Francisco Neto foi um grande ganhador de almas. No dia 13 de março de 1980 convocou em culto Assembleia geral a igreja e lançou o Projeto de adquirir um veículo para a igreja, caminhonete Chevrolet c10 4.1 cs 8v a gasolina. Este dito veículo na cor Verde permaneceu como propriedade da igreja até o ano de 1998 quando foi vendido pelo pastor Francisco Gomes dos Santos e o recurso utilizado na compra de material para o novo templo.
Foi gratificante quando os irmãos se empenharam; uns fizeram votos de fazerem um grande roçado para a igreja onde toda a produção seria usada para a aquisição do bem. Irmã Antonia Frota Araújo que era secretaria na época registrou esse momento com as seguintes palavras: “No momento que o pastor falou dois irmãos se levantaram doando terras para uma parte deste trabalho. E o resultado deste plano foi que toda a igreja ficou entusiasmada achando que daria muito certo”. Nesta noite, 82 membros cearam.
No entanto a ideia do roçado para a igreja foi desfeita no mês de outubro quando alguns resolveram fazer doação em dinheiro para os meses de dezembro e janeiro; a ideia foi aprovada no dia 4 de outubro de 1982 em culto de assembleia geral.
Em 1 de agosto de 1981 ficou aprovado pelo ministério da igreja o desmembramento da congregação de Patauá para o campo do Feitosa presidido pelo então pastor José Osmar do Carmo.
Serviram ao Senhor como obreiro nessa época, os seguintes irmãos: Pastor Julião Alves, Elias Alves e João Barbosa, José Amorim, Francisco Martins Cordeiro, entre outros. Vale registrar que nesse ano a lista de matrícula do ministério da igreja continha 17 obreiros ao todo.
No dia 2 de janeiro de 1982 foi separado para o cargo de Auxiliar o irmão Obede Marques. Neste mesmo ano foram desmembradas as congregações de Boa Esperança, Ramal da Moça e Ramal do Gato, desta feita ficando anexo ao campo de Curuá-Uma.
Em ata lida no dia 6 de junho de 1983, registra-se que cearam um total de: 94 irmãos do Templo Central, 67 da congregação Igarapé do Lama, 5 da congregação São Tomé, 13 da congregação do Babaçu e 41 da congregação do Igarapé do Manoel, perfazendo um total de 223 irmãos ao todo.
Em 11 de setembro de 1983 foi lançada a pedra fundamental do Templo em Vista Alegre do Rio Moju e o início da obra em 12 de setembro. Definiram que o templo será feito em madeira e coberto de cavaco.
No dia 16 de janeiro de 1984 pastor Francisco Alves Neto anunciou em assembleia sobre sua saída solicitada pela Convenção para assumir a Igreja do Senhor na cidade de Monte Alegre.

6º Pastor: Josué Gomes Vanderlei
(16 janeiro de 1984 a 15 de julho de 1984).
Casado com Eunice Barbosa. Assumiu seu pastorado no início do ano de 1984. Dirigiu o primeiro culto de Santa Ceia no dia 31 de março de 1984; nesta noite os Diáconos Geraldo Varanda e Raimundo Queiroz propuseram na ocasião que o irmão Obede Marques fosse separado para o Diaconato sendo aprovado por unanimidade pela igreja presente. Em seguida, foi anunciado os nomes dos irmãos: João Lúcio do Nascimento e Raimundo (vulgo “Ceará”) para assumirem o cargo de Auxiliares na Congregação do Igarapé do Pedra. Em prosseguimento foi escolhida também o corpo administrativo da Igreja, composto da seguida forma: 1ª secretaria – Eunice Barbosa Vanderlei; 2ª secretaria – Zilmar Sena da Silva; 1ª Tesoureira - Eunice Barbosa Vanderlei; 2ª Tesoureira – Maria Lúcia. Para o Departamento de Escola Dominical: Superintendente: Pastor Julião Alves e Obede Marques; Secretaria: Maria Inês da Conceição; Professores: Francisca Zilmar Sena da Silva, Marta da Costa Reis, Neuza de Sousa Holanda, Maria Jacinto, Raimundo Cosmo da Silva e Otacília Pereira.
Sua esposa, irmã Eunice Barbosa realizou muitos trabalhos de estudos bíblicos com as crianças nas manhãs de sábado. Além de suas atividades na Igreja, a irmã se destacava como experiente enfermeira por formação. Ela prestava muitos serviços aos irmãos na área da saúde principalmente tratando aqueles que eram acometidos por ataques de animais peçonhentos.
Pastor Josué Vanderlei propôs também mudança nos nomes das Congregações, ficando da seguinte forma: Betel (Igarapé do Manoel); Orebe (Igarapé do Lama); Carmelo (Igarapé da Pedra); Hermon (Rio Moju); Monte Moriá (São Tomé).
Pastor Josué Wanderley teve um ministério diferenciado. Homem de negócio desenvolvia atividades madeireiras na região. Seu ministério foi curto. Em 15 de julho de 1984 se despediu da igreja em culto de Assembleia geral dirigido pelo pastor Daniel Brás de Oliveira.

7º Pastor: José Osmar do Carmo
(15 de julho de 1984 a 19 de setembro de 1985).
Casado com Francisca M. do Carmo (irmã do pastor Francisco Alves Neto). Segundo relatos, ficou conhecido como “o mais tímido dos pastores”. De comportamento recatado, este obreiro deixou sua marca de mansidão e humildade. Homem de poucas palavras, mas de muita sabedoria. Suas mensagens eram “lentas” com muita precaução e sabedoria. Seu ministério durou exatamente 1 ano, 2 meses e 2 dias. Sua despedia aconteceu na noite do dia 19 de setembro de 1985; na ocasião, diversos pastores, presbíteros e demais obreiros tanto do campo como de outras localidades estavam reunidos para o tal ato. Havia ainda uma caravana procedente da cidade de Juruti a fim de na ocasião prestigiar a despedida deste obreiro e a posse do pastor Joaquim Alves Ribeiro culto dirigido pelo pastor Daniel Brás de Oliveira.
Um fato curioso e importante é que nesta época os cultos de Santa ceia costumavam reunir todas as congregações no Templo Central aos domingos pela manhã.

8º Pastor: Joaquim Alves Ribeiro
(19 de setembro de 1985 à 15 de janeiro de 1989).
Joaquim Alves Ribeiro nasceu em 19 de novembro de 1930 em Benjamin Constante, município de Bragança, no estado do Pará. Filho de Luís Alves Ribeiro e Amélia Ribeiro, oriundos do estado do Ceará, que se mudaram para o Pará devido à seca que assolava aquela região. Eram lavradores.
Sétimo filho de nove, conheceu a Cristo quando jovem através de seu irmão, Pastor Manoel Alves Ribeiro (in memoriam) e desde então nunca se afastou dos caminhos do Senhor.
No dia 21 de janeiro de 1956 casou-se com Alderina Moraes Ribeiro, com a qual teve 9 Filhos, (dois in memoriam), um filho adotivo, 19 netos e dois bisnetos, e vários outros filhos e filhas que adotaram espiritualmente e que cuidaram com zelo e amor.Pastor Joaquim a princípio não queria se envolver na obra do Senhor. Quando era lhe oferecido um cargo na igreja, sempre recusava.
Certa vez, foi lhe oferecido um cargo como auxiliar de uma congregação e como sempre, disse não, e até semudou para a vila de Arauaí, em 1969 para não aceitar cooperar com o cargo de auxiliar da casa do Senhor. No dia em que chegou na vila de Arauaí, era posse do novo pastor da vila, na época, pastor Adelino Conceição, que logo separou o irmão Joaquim para ser o porteiro da igreja logo em sua chegada na vila. Um ano depois, estava irmão Joaquim sozinho em seu local de trabalho (que ficava a 3 horas de canoa a remo subindo o rio), cuidando da plantação pois era lavrador. E, depois de um dia cansativo de trabalho, foi se deitar. Ainda estava acordado quando viu dois personagens vestidos de branco se aproximarem da barraca do roçado e dirigirem-se a ele. Um delesestava com uma maleta de primeiros socorros na mão e disse ao irmão Joaquim:
“- Viemos lhe fazer uma cirurgia.”
Ele respondeu que não estava doente e não precisava de cirurgia. Foi quando um dos personagens disse que ele precisava sim ser submetido a uma cirurgia na vista. E tiraram-lhe um dos seus olhos e o limparam. Depois colocaram no lugar, e ele sentiu quando colocaram o olho no lugar. E os personagens disseram a ele:
“- Fecha agora o outro olho e olha.”
Ele assim o fez e disse: “- Agora estou enxergando muito melhor.”
E a personagem lhe respondeu: “- Isso é para você olhar mais para as coisas espirituais e se desligar das coisas materiais.”
Um mês depois desta visão, irmão Joaquim foi escolhido pra ser consagrado ao diaconato, porem na hora da consagração, foi separado ao presbitério. Meses depois de separação ao presbitério, o então presbítero Joaquim recebeu uma carta do pastor da cidade de Capanema-PA, que na época era o pastor Manoel Alves Ribeiro, seu irmão, autorizando que ele assumisse o trabalho da igreja na cidade de Primavera-PA, onde foi o primeiro campo pastoreado pelo pastor Joaquim Alves Ribeiro, em 1970.
Na cidade de Primavera, mesmo depois de assumir o trabalho, pastor Joaquim se sentiu incapaz de continuar na frente da igreja por causa de falta de conhecimento secular, pois possuía somente o primeiro ano do ensino primário. E enquanto orava de madrugada, o Espirito Santo se revelou a ele e, falando em mistério com Deus, teve uma visão. Na visão um personagem o levou a um grande campo verdejante, e neste campo tinha muitas ovelhas, e entre essas ovelhas tinha umas que estavam se afastando do rebanho para uma pastagem que estava seca. E o personagem, lhe entregando um cajado, disse-lhe:
“- Estais vendo aquelas ovelhas que estão se afastando do rebanho para a pastagem seca? Pegue este cajado, toca nas ovelhas, conduza-as de volta ao rebanho e não as deixe que saiam.”
Mas Joaquim disse:
“- Eu não sei fazer isto, pois sou agricultor e não pastor de ovelhas. Não sei manusear este cajado.”
Foi então que o personagem mostrou-lhe como se manuseava o cajado e disse-lhe:
“- Cuide do meu rebanho, zele pelo meu rebanho, não maltrate o meu rebanho, ame o meu rebanho.”
Mais uma vez, o personagem lhe disse: “- Cuide do meu rebanho, zele pelo meu rebanho, não maltrate o meu rebanho, ame o meu rebanho.”
E pela terceira vez disse-lhe: “- Cuide do meu rebanho, zele pelo meu rebanho, não maltrate o meu rebanho, ame o meu rebanho. Conduza as minhas ovelhas com amor. Tange-as com amor pois elas custaram o sangue de Jesus derramado na cruz.”
Mesmo assim, continuou se achando incapaz de continuar na frente da igreja por conta de seu baixo nível de estudo secular e entregou sua carteira de evangelista em 1974.
Neste período, passou por muita dificuldade até que em 1975, pastor Joaquim entendeu que quem o tinha chamado para a obra ministerial foi Deus, e aceitou a missão de levar o evangelho de Cristo Jesus no distrito de São Jorge, município de Belterra, do quilometro 62 ao quilometro 180 da rodovia Santarém-Cuiabá, e cuidar dos poucos crentes que residiam nessa extensa área. Ali, mais uma vez Deus mostrou que era com o pastor Joaquim e que não desampara os seus. Pastor Joaquim e sua família viram o Senhor realizar grandes milagres naquele lugar, suprindo as necessidades daquela família.
Não podemos falar do Pastor Joaquim, sem falar também de sua Esposa, irmã Alderina. Há um ditado popular que diz que ao lado de um grande homem, sempre há uma grande mulher. Com o pastor Joaquim não foi diferente. Irmã Alderina foi um dos pilares de seu ministério. Uma mulher guerreira, que entendeu os planos de Deus para a vida de sua família. Mulher de oração, que ama a obra de Deus e não media esforços para fazer Sua vontade. Por baixo de chuva, sol quente, indo de bicicleta ou a pé, no meio de lama, de barco ou de canoa, irmã Alderina estava sempre ao lado de seu esposo fazendo a obra de Deus. E quando não podia acompanha-lo em suas visitas, estava de joelhos dobrados orando por seu esposo. Um verdadeiro exemplo mulher, mãe, esposa e serva do Senhor Jesus.
Certa vez, quando ainda pastoreavam o Campo de São Jorge, pastor Joaquim estava pensando em não ir fazer suas visitas pelo campo, pois em sua casa não o que comer e essas visitas eram demoradas pois ele as fazia a pé, do quilometro 62 ao quilometro 180 as margens da rodovia Santarém-Cuiabá. Foi ai que a irmã Alderina o encorajou a ir dizendo: “- Vá fazer a obra do Senhor, Joaquim. Não se preocupe conosco, pois Deus proverá. Ele está cuidando de nós!”
Foi ai que o pastor Joaquim tranquilizou-se e foi fazer a visita pastoral no campo. Quando ele ia, resolveu passar no destacamento do 8º BEC que havia na vila de São Jorge, para perguntar se naquele dia sairia algum carro do BEC para o quilometro 180 para então pegar uma carona até lá e de lá, voltar andando fazendo suas visitas pastorais e cultas nas casas dos irmãos. Foi quando o sargento do 8º BEC disse que teria sim carro e poderia dar carona a ele. Só que antes dele ir, pediu que o pastor passasse na sua sala. Na sala o sargento entregou umas sacolas ao pastor que tinha alimentos para o mês todo e contou-lhe:
“- Eu estava no supermercado fazendo as compras do mês para minha casa. Foi quando ouvi uma voz que dizia: ‘Faz umas compras pro pastor! ’; olhei e não vi ninguém no corredor, então continuei fazendo minhas compras. Outra vez ouvi a voz dizendo: ‘Faz umas compras pro pastor! ’; olhei novamente e só estava eu no supermercado. Foi ai que peguei outro carrinho e comecei a fazer outras compras separadas.”
Mais uma vez Deus supriu as necessidades do seu servo, proveu o alimento e provou que era Deus que estava cuidando do Pastor Joaquim e sua família. E isso incentivou o pastor Joaquim a cada vez mais, cuidar com zelo, carinho e amor o rebanho do Senhor.
No segundo semestre de 1979 foi transferido e assumiu a igreja de Juruti. De Juruti, em 1985, assumiu a igreja de Mojuí dos Campos, onde pastoreou até meados de 1989 quando foi pastorear a cidade de Óbidos. Grande parte de seu pastorado foi no Oeste do Pará, onde dedicou 21 anos de seu ministério nesta região.  Também serviu ao Senhor como pastor nas cidades de Irituia e Maracanã, na região de Belém.
No dia 1 de agosto de 2000, sentindo de Deus, assumiu a igreja na vila de Olho D’água, município de Moju. Três meses depois, pastor Joaquim adoeceu, e seu filho, pastor Nerivaldo Ribeiro, que na época o auxiliava, assumiu o trabalho do Senhor naquela igreja.
Um mês depois, Pastor Joaquim, após ter servindo ao Senhor como pastor em 8 campos, no decorrer de 30 anos de ministério, se jubilou. E no 21 de dezembro de 2001, por volta das 4 horas da tarde foi recolhido por Deus para o paraíso de descanso, aos 71 anos de idade, na cidade de Castanhal, no estado do Pará, onde atualmente vive sua esposa, irmã Alderina.
Ficou conhecido como “amoroso”, afirma uma irmã ao fazer uma descrição da personalidade deste mestre. Pastor Joaquim Ribeiro visitou a igreja em Mojuí dos Campos no dia 19 de abril de 1993 no então pastorado do pastor Raimundo Melo de Campos.
Ao se despedir da Assembleia de Deus em Mojuí dos Campos, por então direção da Convenção Estadual assumiu a Assembleia de Deus em Óbidos.

9º Pastor: Ernani Marinho dos Santos
(15 de janeiro de 1989 à 13 de fevereiro de 1993).
Assumiu a Igreja em Mojuí dos Campos advindo da Assembleia de Deus em Óbidos no dia 15 de janeiro de 1989. Estiveram presentes em sua posse os pastores: Elias Messias da Assembleia de Deus em São Jorge do km 92 da BR 163; pastor Ismael Carolino de Jacamin juntamente com o Coral de Jovens. O culto foi dirigido pelo pastor de Santarém Daniel Brás de Oliveira. Na ocasião o irmão Cícero Mendes, então dirigente da Congregação do Igarapé do Manoel representou os obreiros.
Durante seu ministério os nomes dos dizimistas eram lidos a cada culto de santa ceia.
No ano de 1991, pastor Ernani realizou culto administrativo que ficou composto a diretoria da igreja da seguinte forma: Vice Presidente: Elias Alves; Diáconos: Obede Marques, Geraldo Freitas, Oséias Costa; Auxiliares: Francisco Pedro de Oliveira, Lídio Pereira, Francion Alves Feitosa e José de Amorim. Na mesa administrativa: Secretaria: Maria Inês; 2ª secretaria: Maria de Fátima Amorim; Secretario de Finanças: Anaelson Gomes Carrolino; Tesoureiro: Manoel Mendes da Silva; 2º Tesoureiro: Francisco Milton de Lima; Superintendência da Escola Bíblica Dominical: Francisca Zilmar Sena da Silva; Secretaria: Terezinha Cavalcante; 2ª Secretaria: Francineide da Silva Costa; Professores: José de Amorim, Adalto Nogueira, Lídio Pereira, Jabnael Silva, Lucimar Menezes, Maria José de Amorim, Josefa de Amorim, Maria Eloíza Costa Santos, Dilma Mendonça, Antonio Eduardo Valentim, Izinha de Freitas, Lúcia Costa Pontes, Antonia Rosivalda Feitosa, Francisco Pedro, Keila Costa. Nos outros Departamentos ficaram assim: Porteiros: Adalto Nogueira, José Pedro do Nascimento. Líder de Mocidade: Francion Feitosa, Antonio Rubens Maurício da Silva e Elizabete Teixeira. Líder do Círculo de Oraçao: Rosivalda Feitosa e Maria Neuza dos Santos. Coral: Anaelson Carrolino e Elsa Rabelo; Serviço de Som: Jabnael Silva e José Alcy Nogueira. Zeladora: Maria do Carmo Mesquita da Silva.
Na sua gestão foi constituída a congregação na comunidade de Palhalzinho e a construção do primeiro templo em madeira.
No dia 6 de maio de 1991 foi proposta para a igreja a criação da Caixa de benefício para os necessitados.

10º Pastor: Raimundo Melo de Campos
(13 de fevereiro de 1993 à 15 de janeiro de 1995).
Pastor Raimundo Melo de Campos iniciou seu ministério na Igreja em Mojuí dos Campos em 13 de fevereiro de 1993.
Assumiu o pastorado em Mojuí dos Campos em substituição ao pastor Ernani no ano de 1993.
Os quase dois anos a frente da igreja foi marcado por ensinamentos equilibrados e constantes. Tendo em vista que a igreja enfrentava alguns problemas na area de pessoal, o ministério do pastor “Campos” como era conhecido se resumido no pastoreio do equilíbrio através da Santa palavra de Deus.
Pastor Raimundo se despediu da igreja em assembleia solene na noite do dia 15 de janeiro de 1995; estiveram presentes em sua despedida os pastores Daniel Brás de Oliveira, de Santarém e o pastor Zezinho, de Vista Alegre do Moju além de outros obreiros locais.

11º Pastor: Paulo César do Rego Barros
(16 de janeiro de 1995 à 2 de fevereiro de 1998).
Pastor Paulo César do Rego Barros tomou posse na noite do dia 16 de janeiro de 1995, uma segunda-feira com a presença do Supervisor da COMIEADEPA, pastor de Santarém Daniel Brás de Oliveira. Esteve presente na posse o pastor Manoel de Jesus.
Sua principal marca deixada na Igreja de Mojuí dos Campos foi o evangelismo. Há registros de que saía todas as manhãs de sábado para evangelizar nos bares da vila. Os frequentadores recebiam de bom grado sua visita, pois sem censurá-los deixava sempre o convite para estarem nas reuniões no templo no dia seguinte. Realizou grandes cruzadas evangelísticas onde muitas almas foram rebanhadas para Cristo.
 No seu ministério foram separados para o Diaconato da igreja alguns irmãos, entre eles: Benedito Aguiar e Lídio Pereira ambos no dia 20 de março de 1995 e no dia 1 de julho de 1996 foi apresentado à Convenção o nome do Presbítero Raimundo Nonato para assumir a área de Mojuí dos Caboclos como Evangelista. Durante sua estadia a frente da igreja foram muitos os nomes apresentados para assumir novos postos ministeriais, houve uma renovação grandiosa.
Aos 13 dias do mês de maio de 1996 em assembleia geral pastor falou à igreja da vontade de ver construído um novo templo em Mojuí dos Campos, na ocasião a igreja apresentou apoio ao novo empreendimento.
Sua despedida ocorreu no inicio do ano de 1996 indo assumir a Assembleia de Deus em Soure, na ilha do Marajó.

12º Pastor: Francisco Gomes dos Santos
(2 de fevereiro de 1998 à 6 de outubro de 2003).
Sua posse ocorreu no dia 2 de fevereiro de 1998 com a presença do então pastor de Santarém e Supervisor de área, Daniel Brás de Oliveira. Estiveram presentes os seguintes pastores: José Hamilton do Amarante, de Monte Alegre; Jessé Gonçalves, de Santarém; Evangelista Francisco Matos, de Garrafão; além da presença do vice-prefeito de Monte Alegre, Dionísio Leão e da Deputada Eunice Gouveia.
Sua primeira reunião com os obreiros ocorreu às 19h do dia 17 de fevereiro de 1998.
Entre suas atividades administrativas estão em destaque a mudança de endereço do templo da congregação no bairro Vila Nova. Antes ficava em uma rua mais no centro do bairro, porém segundo o pastor, sem marketing. Em reunião do ministério foi concordado a venda do templo. A congregação passou aproximadamente dois anos depois congregando nos lares para em fim iniciar a construção do novo templo (atual- 2016).
A pedra fundamental do novo templo ocorreu em 29 de maio de 1999. Construiu o Novo Templo da Igreja e inaugurou o mesmo em 23 de fevereiro de 2002. A obra ao ser inaugurada foi intitulada o “Cartão postal” da cidade, tendo em vista não existir na cidade uma obra com tão sublime acabamento. A inauguração contou com a presença de inúmeros obreiros e cantores de diversas partes do Estado e do país.
No dia 10 de novembro de 2002 apresentou à igreja em culto de Assembleia Geral o nome do primeiro missionário a ser enviado ao campo missionário na cidade de Montes Claros, no interior do Estado de Goiás, o presbítero Antonio Rubens Maurício da Silva e família. Estavam presentes nesta reunião os pastores: Jaime Pires, Adelson Roque; os cantores Hélio e Jessé e Edmar Silva, da cidade de Tailândia.
No dia 11de janeiro de 2003 foi reunida a igreja em assembleia geral para a instalação da Secretaria de Missões. Nesta ocasião estavam presentes os pastores: Valdolino Gaspar, Domerville, José Neves, Rivelino Ribeiro, Adelson Roque e Levi.
No dia 5 de outubro de 2003, domingo pela manhã fez algo inédito na Escola Dominical: visitou todas as classes e não ministrou o resumo como de costume. À noite no culto de adoração pública falou muitas coisas que marcariam sua morte logo pela manhã cedo, no dia 6 de outubro. Seu último texto bíblico lido foi na primeira carta a Timóteo 6.1-8, na ocasião frisou em insistentes palavras os versículos 7 e 8.
Na manhã do dia 6 a família foi surpreendida pelo seu mal-estar, às pressas, o pastor Joizael o colocou no carro e antes de sair da cidade já o sentira dá o último suspiro. Foi recebido na glória na manhã da segunda-feira do dia 6 de outubro de 2003 vítima de ataque cardíaco fulminante. O funeral foi realizado no Templo Central nos dias 6, 7 e 8; seu corpo foi sepultado no Cemitério Municipal em Mojuí dos Campos na manhã do dia 8 de outubro de 2003; seu funeral foi uma festa; durante o translado pelo centro da vila os comerciantes fecharam as portas das lojas em respeito ao homem honrado que era. A igreja marcou maciça presença, vinda de obreiros de diversas regiões do Estado. Durante o culto de corpo presente duas almas se renderam aos pés do Senhor: José Corsino confessou a Jesus como Salvador e Senhor e Antonio Bernardo de Moura reconciliou após alguns anos afastado da igreja.
Após seu sepultamento foram encontradas no gabinete pastoral algumas cartas endereçadas aos grupos da igreja, em todas haviam recomendações espirituais e palavras de despedidas.
Pastor Francisco Gomes destacou-se pelos sólidos ensinamentos à igreja, homem de muito conhecimento bíblico, profundo expositor das escrituras sagradas. Seu ministério foi marcado por decisões onde a igreja criou uma solidez diferenciada.

13º Pastor: Joizael Coelho dos Santos
(6 de outubro de 2003 à 27 de agosto de 2004).

Pastor Joizael Coelho dos Santos, filho do então pastor Francisco Gomes dos Santos, assumiu durante o pastorado de seu pai a nobre função de co-pastor. Após a morte do mesmo assumiu, por intermédio da Convenção, interinamente, a igreja até o dia 22 de agosto de 2004 quando foi comissionado a assumir como pastor presidente a Igreja em Peixe-Boi na região nordeste do Estado na Supervisão da cidade de Capanema. Realizou o primeiro grande Congresso de Missões da igreja em julho de 2004. Foram Preletores o Missionário Daniel Santos e Pastor Sebastião Cordeiro, da cidade Santa Fé no Estado de Goiás
14º Pastor: Francisco Marrocos Sobrinho
(29 de julho de 2004 à___agosto de 2007.).
Pastor “Marrocos” assumiu a Igreja em um período de consternação ainda devido a morte do pastor Francisco Gomes.
Homem dinâmico, entre as suas atividades espirituais e administrativas está a realização de grandes eventos como: “Canta Mojuí”, evento voltado para a revelação de novos talentos na música sacra; Congresso de Missões com a presença de renomados pregadores e cantores brasileiros.
Pastor Marrocos como era conhecido, destacou-se como um grande preletor. Há um registro de que seus estudos eram profundos chegando a expor um único versículo durante várias semanas. Costumava entregar a igreja cópia dos esboços que ministrava.

15º Pastor: Oséias Marques dos Anjos
 (___Agosto de 2007 à 6 de fevereiro de 2008).
Assumiu a presidência da igreja em agosto de 2007. Seu pastorado foi de apenas 6 meses. No seu ministério bem curto a igreja permaneceu fiel aos santos princípios doutrinários. Ministrava a palavra com exatidão, profundidade e simplicidade.
Sua esposa, irmã Miriam dos Anjos, grande evangelizadora. Reuniam constantemente irmãos para os trabalhos de evangelismo nas congregações do interior.
Pastor Oséias, por determinação da Convenção se despediu da igreja no dia 4 de fevereiro de 2008, sendo direcionado para assumir a igreja na Vila Maiauata, no município de Igarapé-Miri.

16º Pastor: Nerivaldo Moraes Ribeiro
(6 de fevereiro de 2008 à 7 de dezembro de 2009).
Pastor Nerivaldo Moraes Ribeiro filho do então pastor Joaquim Alves Ribeiro assumiu a liderança da igreja em culto de assembleia geral realizada em 6 de fevereiro de 2008 com a presença do ministério local e uma boa caravana de irmãos advindos de diversas igrejas da região.
Seu ministério se estendeu por exatamente 1 ano e 10 meses vindo a despedir-se no dia 7 de dezembro de 2009 e retornando para a igreja em Vila Maiauatá no município de Igarapé-Mirim no baixo Tocantins.

17º Pastor: Eduardo Pinto de Souza
(7 de dezembro de 2009 – 5 de janeiro de 2014)
Na Administração do pastor Eduardo Pinto de Souza a Convenção de Ministros e Igrejas Evangélicas das Assembleias de Deus no Estado do Pará determinou a criação da Supervisão. A igreja de Mojuí dos Campos passaria a partir do dia 7 de julho de 2012 a supervisionar o número de 10 igrejas, a saber: Pacoval, Santarém Mirim, Poço Branco, Tiningú, Boa Esperança, Lagoa Azul, Garrafão, Porto Alegre, Boa Fé, Vista alegre do Rio Moju.
Entre suas atividades administrativas está a conclusão do templo da Congregação Nova Canaã na comunidade Palhalzinho e a criação da congregação Nova Jerusalém e a construção do templo localizada no centro da cidade.
Em culto realizado em assembleia geral estiveram presentes os seguintes pastores: Pastor Jaime Pires, vice presidente da convenção, Edilson Serra, Neocelito Soares, Moacir Galdino, José de Ribamar, Benedito Tenório, Leandro Tenório, Davi Barbosa, Manoel Lajes, José Paiva, Antonio Luís, Nildes, José Pinto Gotijo e Victor Hugo.

18º Pastor: Jeses Anunciação Dutra
(6 de janeiro de 2014 - atual).
Pastor Jeses Dutra foi empossado em culto de assembleia geral em 6 de janeiro de 2014 advindo da Assembleia de Deus em Óbidos. Representando a Convenção do Pará (COMIEADEPA), o pastor Jaime Pires esteve presente para dirigir o ato cerimonial. Muitos outros obreiros da região estiveram presentes: entre eles pastor Tenório.
Entre as inúmeras atividades espirituais realizadas junto a igreja destaca-se: leitura da Bíblia em 94 horas no período de 10 a 14 de dezembro de 2014, fato repetido no ano de 2015.
O culto dos idosos visa valorizar os irmãos idosos da casa do Senhor, mostrando o valor da experiência espiritual para os mais jovens. Além do mais, esse culto visa trabalhar a importância do idoso para a família em si.
O culto dos bebês é uma iniciativa ímpar para a igreja em Mojuí dos Campos, pois, tendo um alto índice de natalidade na igreja, onde muitas irmãs deram à luz em quase a mesma época foi sugerido realizar um trabalho de acolhimento, informação e sem faltar a Palavra de Deus.
O primeiro Culto dos Frutos foi realizado no dia 13 de agosto de 2016. Esse projeto visa estimular os irmãos a oferecer a Deus o melhor da sua produção e assim angariar fundo para a festa do Jubileu de Girassol a realizar nos dias 12 a 21 de novembro de 2016.
Em reunião com o ministério da igreja realizada em 2 de maio de 2015 o pastor presidente relatou sobre o projeto de criação e construção de uma nova congregação na igreja de Mojuí dos Campos. Localizada no bairro Cidade Alta II, segundo o obreiro a área é merecedora de um olhar evangelístico tendo em vista que se verifica possuir um alto potencial de crescimento. O projeto foi aprovado por unanimidade por todos os membros restando apenas uma ressalva pelo Presbítero Pedro Rabelo onde afirmou já haver um templo nas mediações.
Implantou o projeto grupos familiares em 4 de março de 2015. Este projeto visa evangelizar as pessoas dos lares. Funciona com reuniões curtas onde são desenvolvidas mensagens evangelísticas. Normalmente reúnem em torno de 10 a 20 pessoas para ouvir e disseminar a palavra de Deus. O projeto iniciou com xx grupos e hoje (2016) já conta com 32 grupos espalhados por toda a zona urbana além de xxx na comunidade Igarapé do Lama agregados à congregação.
Entre suas atividades administrativas está a construção do novo templo da congregação Filadélfia na comunidade Igarapé da Pedra; construção de uma nova Casa de oração para a nova congregação Deus Proverá localizada no bairro Cidade Alta II; Reforma da congregação Vale da benção na comunidade Igarapé do Lama; ampliação da Congregação Porta da Benção e Nova Galiléia. Foi construída nova garagem atrás do Templo Central. Compra de um terreno medindo 20m por 45m na rua almirante barroso para a construção da nova casa pastoral no valor de R$ 80.000,00 (oitenta mil reais) pertencente à irmã Maria Nascimento.
Em 11 e 12 de março de 2016 realizou um dos maiores encontros de obreiros da região da COMIEADEPA. Nesse encontro, a igreja recebeu de toda região, inclusive muitos vindos de Belém entre eles o Presidente da Convenção, pastor Gilberto Marques de Souza.
No dia 25 de outubro de 2016 inaugurou o templo da Congregação Filadélfia na comunidade Igarapé da Pedra; no dia 27 inaugurou o templo da Congregação Deus Proverá no bairro Cidade Alta II e no dia 28 do mesmo mês reinaugurou o Templo da Congregação Vale da Benção na comunidade Igarapé do Lama.
Pastor Jeses Anunciação Dutra continua...a igreja marcha...o Espírito Santo sopra...Deus opera...o Evangelho avança e a Igreja de Mojuí dos Campos aguarda firmemente o retorno do seu Senhor.
Mojuí dos Campos, 8 de novembro de 2016.



E AGORA, O QUE SERÁ DE NÓS?

Mar de Tiberíades, no Norte de Israel. Por Pb Isaac Moura   O mundo contemporâneo virou uma bomba relógio? Você já se deu conta ...